A PetroReconcavo (RECV3) registrou produção média de 26,9 mil barris de óleo equivalente por dia (boe/dia) em junho de 2025, queda de 1,8% na comparação mensal. O resultado foi impactado principalmente pela redução de 3,2% no Ativo Bahia, que sofreu com a parada de sete dias no campo de Cassarongongo, conforme divulgado em fatos relevantes nos dias 11 e 18 de junho.
A parada em Cassarongongo representa um novo episódio dos desafios operacionais que marcaram os últimos meses no campo, cuja trajetória recente inclui a interdição determinada pela ANP em junho devido a problemas de integridade e posterior aprovação da agência para retomar as operações após os ajustes necessários. Este novo período de inatividade evidencia a complexidade dos investimentos em infraestrutura e modernização que a companhia vem direcionando para seus ativos maduros.
O Ativo Bahia, responsável por metade da produção da companhia, registrou 13,3 mil boe/dia em junho, sendo 7,3 mil bbl/dia de petróleo e 6,1 mil boe/dia de gás. A produção de petróleo teve queda mais acentuada de 4,6%, afetada não apenas pela parada em Cassarongongo, mas também por redução no campo de Tiê.
Em contrapartida, o Ativo Potiguar manteve estabilidade com 13,5 mil boe/dia, divididos em 8,7 mil bbl/dia de petróleo e 4,8 mil boe/dia de gás. A produção de gás no ativo cresceu 1,4% no mês, refletindo projetos de workover focados em poços de gás em Riacho da Forquilha.
A companhia está endereçando os problemas no Ativo Bahia através do side-track do poço Tiê-12, agora renomeado para Tiê-17, que estava em fase de completação na semana da divulgação. A estratégia de investimentos em desenvolvimento de reservas ganha respaldo financeiro com a recente captação de R$ 500 milhões através de debêntures com rating AA.br, que direcionou recursos específicos para modernização e integridade operacional dos ativos. Os investidores devem acompanhar os próximos relatórios operacionais para avaliar a recuperação da produção nos campos problemáticos.







