Na apresentação institucional de agosto, a Ânima Educação detalhou a consolidação do ciclo 2024–2T25 LTM: em 2024, receita líquida de R$ 3,8 bilhões, Ebitda ajustado ex-IFRS16 de R$ 1,1 bilhão (margem de 28,5%) e geração de caixa de R$ 770 milhões. No 2T25 LTM, a receita alcançou R$ 3,879 bilhões (+2,0% vs. 2024) e o resultado operacional foi de R$ 1,704 bilhão, com margem de 43,9%. No 1S25, a receita somou R$ 2,046 bilhões (+4,0%) e o resultado operacional R$ 928 milhões (+6,0%). Este movimento consolida a estratégia iniciada no semestre, com aumento de tíquete e redução de evasão, além da leitura favorável ao novo marco do EAD, conforme as melhoras operacionais e avaliação do marco regulatório reportadas no 1S25.

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Por vertical, no 2T25 LTM a receita veio 55% do Ânima Core, 37% da Inspirali e 8% do Ensino Digital; no resultado operacional, 47%/45%/8%, respectivamente. O Core mostra “retomada do crescimento com foco em qualidade da receita”: tíquete acadêmico de R$ 875 (+4,2% vs. 1S24), evasão de 15,8%, margem semestral de 41,2%. No Digital, tíquete de R$ 246 (+7,9%), evasão menor e resultado operacional +28,9% sustentam margens próximas de 40%. A Inspirali mantém “avenida de crescimento”, com tíquete de R$ 9.905 (+4,3%), base de 19,7 mil alunos, receita +6,6% e margem ~53% no LTM. Esses vetores dão continuidade ao que se viu no trimestre, com aceleração no Digital e resiliência em Medicina, como no desempenho do 2T25 com forte Ensino Digital e consistência da Inspirali.

Em governança, a companhia reforça listagem no Novo Mercado desde 2013, free float de 63,6% e grupo de controle com 32%, sob liderança de Paula Harraca. A “3ª onda de crescimento” ancora-se em cinco pilares: expandir Medicina (Inspirali), elevar a qualidade de receita no Core, avançar em novos formatos/negócios, ser a escolha de alunos e docentes e aprimorar o serviço com tecnologia. O interesse institucional ao longo de 2025 — ainda que com ajustes táticos de portfólio — dialoga com essa maturidade do case e com a trajetória de desalavancagem, a exemplo do ajuste técnico de participação do JP Morgan para 4,95% às vésperas do 2T25. Para frente, a execução desses pilares, a manutenção do ganho de tíquete e a queda de evasão serão termômetros-chave da continuidade da tese.

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