Em Dias D’Ávila (BA), em 28 de agosto de 2025, a Paranapanema (PMAM3), em Recuperação Judicial, elegeu Álvaro André Vieira Cunha como diretor jurídico. Na companhia desde dezembro de 2020 como gerente jurídico das áreas Societário e Relações com Investidores, o executivo traz bagagem em governança, reestruturações e contencioso estratégico. A nomeação reforça a linha de frente da reestruturação, conectando-se à proposta de terceiro aditamento ao Plano de Recuperação Judicial protocolada em 14 de julho. Ao promover um perfil interno e técnico, a administração sinaliza continuidade na negociação com credores e órgãos reguladores, blindagem de riscos jurídicos e suporte às frentes de retomada operacional e contratos críticos. O fato relevante é assinado por Marcelo Vaz Bonini, diretor financeiro e de RI.

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Do ponto de vista de governança, o reforço jurídico converge com a execução disciplinada das frentes societárias e financeiras da RJ: preparação de assembleias, formalização de conversões, saneamento de condicionantes e segurança regulatória. Na prática, o contencioso e a gestão contratual tornam-se pilares para reduzir incertezas e manter o cronograma da capitalização. Esse eixo jurídico dá sustentação à homologação parcial do aumento de capital decorrente da 6ª janela de conversão, etapa que materializou a capitalização via conversão de créditos e cancelou sobras, ajustando o capital às adesões efetivas — um ponto sensível para a previsibilidade do plano e a proteção de minoritários. Com maior clareza sobre a estrutura de capital, a diretoria jurídica ganha centralidade na validação de garantias, renegociações e contratos de suprimento e clientes âncora, fundamentais à estabilização das operações.

No front de mercado de capitais, o fortalecimento da governança e da previsibilidade jurídica tende a sustentar a confiança de investidores que já ensaiaram movimentos recentes, como a aquisição de 6,76% pelo Goldman Sachs, classificada como investimento minoritário. A presença de um investidor global após marcos de capitalização e ajustes do plano sugere que a narrativa de reestruturação ganhou tração. Ao eleger um líder com histórico em RI e societário, a companhia alinha comunicação, compliance e execução do PRJ — condições essenciais para percorrer a fase final da RJ, preservar valor e preparar o terreno para a retomada comercial e industrial.

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