Engie Brasil (EGIE3) criou a Diretoria de Sustentabilidade e nomeou Thais Ferraz Soares para liderá-la a partir de 1º de outubro de 2025. O novo board consolidará a estratégia ESG ao centralizar as frentes ambiental, fundiária e de responsabilidade social corporativa, além do suporte transversal às áreas operacionais em temas de ESG e segurança pessoal e patrimonial. A executiva, engenheira ambiental pela UFRJ com especialização em energia, tem carreira no Grupo ENGIE desde 2007 e passagem pela TAG, onde integrou meio ambiente, saúde, segurança, pessoas, cultura e comunicação — combinação que indica foco em execução e gestão de riscos socioambientais. A companhia informou que o anúncio dá continuidade ao comunicado de 26/06/2025.

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A criação da diretoria não é um evento isolado: ela se alinha ao redesenho organizacional e ao fortalecimento de governança que a companhia vem promovendo. O movimento dá continuidade à reestruturação da Diretoria Executiva e reforço de governança no 2T25, quando a empresa aprofundou o foco por linhas de negócio e aprimorou comitês, elevando accountability e aderência às melhores práticas do Novo Mercado. Ao transformar sustentabilidade em um eixo executivo dedicado, a ENGIE internaliza KPIs ESG no ciclo decisório, padroniza critérios para licenciamento, relacionamento com comunidades e gestão fundiária e integra segurança operacional ao planejamento de longo prazo — pontos críticos para acelerar projetos, reduzir contingências e dar previsibilidade à geração de caixa.

Estratégicamente, a nova estrutura responde a um portfólio em rápida expansão e à integração de ativos com perfis socioambientais distintos. Esse contexto ficou evidente com o recente fechamento da aquisição das UHEs Jari e Cachoeira Caldeirão, que aumenta o peso de energia firme contratada e amplia a atuação na região Norte, exigindo uma governança ESG robusta para integração, gestão de outorgas, terras e relacionamento com stakeholders locais. Em paralelo, a evolução dos clusters eólico e solar (como Serra do Assuruá e Assú Sol) e a entrada em transmissão elevam a complexidade operacional. Ao centralizar diretrizes ambientais, sociais e de segurança, a nova diretoria tende a acelerar licenciamentos, mitigar riscos de atrasos e curtailment indiretos, e capturar sinergias entre geração e infraestrutura.

No financiamento e na percepção de mercado, a diretoria de sustentabilidade também consolida uma narrativa já reconhecida. A companhia vem combinando crescimento com instrumentos temáticos e disciplina de capital, o que dialoga com a imagem construída por sua permanência por 20 anos no ISE B3. Esse arcabouço favorece emissões rotuladas como verdes, melhora custo de capital e dá lastro à manutenção de payout consistente, ao mesmo tempo em que reforça a comunicação com investidores e regulações (CVM 44 e Novo Mercado). Em síntese, o anúncio transforma em estrutura executiva uma agenda que vinha se materializando em governança, funding sustentável e expansão operacional.

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