YDUQS (YDUQ3) reportou 2T25/1S25 com lucro líquido ajustado de R$ 184 milhões no semestre (-20% vs. 1S24), receita de R$ 2,865 bilhões (+3%; pró-forma R$ 2,920 bilhões, +5%) e EBITDA ajustado de R$ 908 milhões (margem de 32%, -2,1 p.p.; pró-forma R$ 954 milhões, +1%). O Fluxo de Caixa do Acionista (LTM) alcançou R$ 613 milhões, acima do teto do guidance 2025, enquanto o FCO (LTM) foi a R$ 1,554 bilhão (conversão de 118%). A alavancagem ficou em 1,66x (1,41x ex-recompra e dividendos) após alongar a 8ª emissão de debêntures. A administração reiterou a entrega do guidance de LPA para 2025 (LTM de R$ 1,7; pró-forma R$ 1,9), apoiada por captação 25.3 com base +16% até 10/08 e avanço do semipresencial. Esses números dialogam com as projeções de crescimento do LPA até 2030 e a reorganização executiva anunciadas em junho.
Operacionalmente, a tese de mix premium segue adensando margens: o segmento Premium respondeu por 29% da ROL e 44% do EBITDA. Idomed manteve recorrência (receita de R$ 639 milhões, EBITDA de R$ 311 milhões, renovação de 97%) e o Ibmec preservou alto retorno (R$ 190 milhões de receita; EBITDA de R$ 85 milhões, margem de 40%). No Presencial, a base total atingiu 319 mil alunos (+12%), com semipresencial de 99 mil (+63%) e ticket de R$ 951; no Digital, a renovação subiu para 71% (+4,7 p.p.) com ticket de R$ 244. O prazo médio de recebimento caiu para 94 dias (-9 dias vs. 2T24), enquanto a redução da receita DIS e a migração de financiamentos privados sustentaram o avanço do caixa. Itens pontuais em G&A (contingências, pessoal sem efeito caixa e outras receitas) explicam parte da pressão de margem no semestre, ao passo que a governança reforçada mitiga volatilidade e sustenta a qualidade da informação gerencial, como endereçado na finalização da reorganização do Comitê de Auditoria e Finanças em julho.
Na alocação de capital, a companhia desembolsou R$ 116 milhões em M&A, com destaques para Newton Paiva (2,2x EV/EBITDA 2025), Edufor (4,1x 2027) e Unifametro (2,6x 2027). O racional converge para ativos com densidade regional, portfólio de alta empregabilidade e mecanismos de desrisco regulatório, preservando retorno e caixa. Essa frente dialoga diretamente com a estratégia de fortalecer Saúde e Premium, acelerar o semipresencial — cujo ticket é 2,2x superior ao Digital — e capturar sinergias operacionais e acadêmicas. Nesse sentido, a aquisição da Unifametro, estruturada a 2,6x EV/EBITDA 2027 e com earn-out atrelado a vagas de Medicina exemplifica a disciplina de capital combinada a alavancas de crescimento orgânico e integração.
Os resultados chegam às vésperas de uma transição de liderança, mantendo a cadência estratégica: a sucessão planejada preserva o time principal e a continuidade de execução. O avanço do FCO LTM de R$ 1,4 bilhão no 1T25 para R$ 1,554 bilhão agora, somado à queda de 9 dias no ciclo de recebimento e ao alongamento da dívida, confirma a trajetória de fortalecimento de caixa e equilíbrio risco-retorno, mesmo com o provisionamento de 5% da captação de calouros não engajados pressionando a base pró-forma. O pano de fundo reforça a mensagem de guidance de LPA para 2025 e ancoragem de longo prazo na combinação de mix premium, eficiência comercial e disciplina financeira, em linha com a sucessão com o CFO assumindo o cargo de CEO em 15 de agosto.







