Com receita líquida de R$ 721,1 milhões (+7,6% a/a) e EBITDA ajustado de R$ 201,3 milhões (+5,2%), a Cruzeiro do Sul Educacional reporta no 2T25 um trimestre de crescimento com ajuste de mix: a margem EBITDA recua 65 bps para 27,9%, enquanto a margem bruta sobe 1,5 p.p., sustentada por ganhos em Saúde e Digital. A atualização das estimativas de inadimplência feita no 4T24 elevou a PECLD no trimestre (10,9% da receita), e o corte de marketing (-40,1% a/a) preservou rentabilidade, apesar de pressões salariais.
Do lado operacional, a base consolidada segue em expansão: Digital +17,7% a/a (379 mil alunos), Presencial +5,8% (166 mil) e Medicina +22,5%, com semipresenciais já 25% da base. Este resultado consolida a estratégia de escalar EAD com qualidade e capturar tíquete superior em Saúde, em linha com a expansão de Medicina em 2024 e a consolidação do Digital. A receita presencial cresceu 5,6% para R$ 493,0 milhões, puxada por Saúde (+17,1% para R$ 351,6 milhões), enquanto o Digital avançou 11,4% para R$ 249,1 milhões, mesmo com tíquete menor (-4,4% a/a) devido a campanhas promocionais anteriores — sinal de que a companhia priorizou captação e deve monetizar esse volume ao longo do ciclo, inclusive via cursos semipresenciais.
Em caixa e capital, o 1S25 mostra execução disciplinada: fluxo de caixa ao acionista de R$ 206 milhões (64% do EBITDA ex-IFRS 16), prazo médio de recebimento reduzido para 35 dias e capex mais leve, com concentração prevista para o 2º semestre. A alavancagem encerra em 1,1x EBITDA ajustado ex-IFRS 16, dando continuidade à gestão ativa do passivo e ao alongamento de perfil inaugurado pela renegociação de dívida para 2030 e redução de spread aprovada em junho. Esse arcabouço financeiro sustenta a ambição de crescer com rentabilidade, enquanto a companhia sinaliza que a atualização da PECLD criará diferenças temporais nas comparações de 2025 — efeito que tende a se normalizar conforme a nova política de crédito amadurece. A videoconferência de 15 de agosto deve detalhar a monetização do crescimento em semipresenciais e o ritmo de investimentos no segundo semestre.







