A Vittia (VITT3) encerrou o 2T25 com prejuízo de R$ 21,2 milhões, receita líquida de R$ 99,1 milhões e EBITDA ajustado negativo de R$ 20,8 milhões (margem de -21,0%), além de queda na margem bruta para 14,3%. Apesar da pressão nas margens, a geração de caixa operacional foi robusta (R$ 115,2 milhões) e a alavancagem manteve-se em 0,88x, enquanto o SG&A somou R$ 43,9 milhões no trimestre e recuou 0,6% no 1S25, refletindo a disciplina de custos. Esse quadro dá continuidade à trajetória de eficiência iniciada na reestruturação organizacional iniciada no final de 2023, que reposicionou despesas e processos comerciais.
Por segmentos, Fertilizantes de Solo cresceram 16,3%, atenuando a queda em Foliares/Produtos Industriais (-12,8%) e Soluções Biológicas e Naturais (-14,1%). No 1S25, a receita avançou 7% (R$ 236,9 milhões), mas o prejuízo atingiu R$ 23,1 milhões, em linha com um ambiente ainda desafiador para preços e mix. Mesmo assim, a dívida líquida caiu 3,3% (R$ 115,2 milhões), sustentada por caixa de R$ 63,6 milhões, CAPEX de R$ 15,0 milhões e P&D de R$ 13,3 milhões — com lançamentos do multissítio Triunfe, dos inseticidas biológicos Meta-Turbo Max e Bovéria-Turbo WP, e início da comercialização no México (12 registros). No mercado de capitais, a companhia manteve a agenda de retorno (R$ 22,2 milhões em JCP no semestre e R$ 10 milhões em recompra), coerente com o JCP de R$ 20,8 milhões aprovado em 14 de julho de 2025, sinal de confiança na geração de caixa e solidez de balanço.
Para o restante do ano, a administração reconhece atrasos nas negociações da safra 25/26, mas indica aceleração recente de pedidos e carteira superior à de 2024, abrindo espaço para um 2º semestre mais forte. Esse viés positivo se apoia na disciplina financeira (alavancagem contida), na progressiva racionalização de SG&A e no pipeline de inovação e internacionalização (México), que pode favorecer o mix e a recomposição de margens. No relacionamento com investidores, a coordenação entre proventos e eventos de resultados permanece como diretriz: prova disso foi o adiamento do pagamento para 13 de agosto, alinhado à divulgação do 2T25, prática que reforça previsibilidade e engajamento. Assim, o 2T25 funciona como ponte entre um semestre ainda pressionado e a expectativa de virada no 2S, consolidando a estratégia de eficiência e crescimento gradual.







