A Melnick (MELK3) reportou um 2T25 de inflexão: receita líquida de R$ 337,9 milhões, lucro líquido de R$ 39,2 milhões e margem líquida antes dos minoritários de 14,8%. O trimestre combinou aceleração comercial — R$ 350 milhões em vendas contratadas, VSO média de 20% e redução de 10% do estoque pronto — com disciplina financeira, refletida no caixa líquido ajustado ex-SFH de R$ 296,0 milhões e na dívida líquida de apenas R$ 39,4 milhões (3,7% do PL). Em relação ao 1T25, a receita avançou de R$ 225,2 milhões e o lucro de R$ 13,4 milhões; ante o 2T24, houve reversão de prejuízo, sinalizando virada operacional.
Do lado do crescimento, a companhia lançou dois empreendimentos no 2T25 (R$ 402,4 milhões em VGV bruto) e passou a divulgar lançamentos via parceria, incluindo o Casa Madalena (SP), reconhecido por equivalência patrimonial. Este movimento dá continuidade à estratégia de expansão para além da região Sul e consolida o modelo de parcerias inaugurado recentemente, evidenciado pela estreia da Melnick Partners em São Paulo e o lançamento do Casa Madalena. A entrega do GO Cidade Baixa no trimestre, somada ao landbank de R$ 4,1 bilhões (17% já aprovados) e ao uso de captações direcionadas para financiar obras, indica uma cadência de pipeline que combina lançamentos, entregas e reciclagem de estoque. A locação de 28% do estoque concluído e a taxa média de 33% de conversão de locação em venda reforçam uma alavanca comercial adicional para sustentar a velocidade de vendas e a geração de caixa.
No front de retorno ao acionista, a companhia destinou R$ 50 milhões em dividendos no período, em linha com a política de remuneração sustentada por geração de caixa e estrutura de capital conservadora. Tal disciplina não é episódica: ela se conecta diretamente à distribuição de R$ 50 milhões em dividendos aprovada em junho, sinalizando consistência na alocação entre crescimento e payout. Em conjunto, estes elementos apontam para uma trajetória que combina expansão geográfica via parcerias, execução operacional de lançamentos e entregas, e equilíbrio financeiro — pilares que ajudam a explicar a melhora de margens e a reversão de prejuízo em base anual.







