Helbor Empreendimentos (HBOR3) reportou no 2T25 Vendas Brutas Totais de R$ 467,0 milhões e VSO de 18,3%, com Receita Operacional Líquida de R$ 285,6 milhões (-11,3% a/a e -4,6% t/t). Na comparação, as vendas recuaram 12,2% vs. 2T24 e 24,5% vs. 1T25, enquanto o VSO subiu 0,6 p.p. a/a e caiu 3,2 p.p. t/t. No 1S25, as Vendas Brutas somaram R$ 1,085,6 bilhão (+11,3% a/a) e o VSO Total atingiu 35,2% (+6,7 p.p.), com a Helbor respondendo por 50,8% das vendas no semestre (59,5% no 2T25). O trimestre também trouxe o lançamento do BRK by Helbor (VGV líquido de R$ 212,1 milhões, 100% Helbor) e repasses de R$ 423,4 milhões. Em perspectiva, os números reforçam a trajetória de recuperação evidenciada no desempenho do 1S25 — VSO de 35,2% e vendas de R$ 1,085 bilhão, apesar da acomodação pontual do 2T.
Operacionalmente, a companhia manteve ritmo de produção e comercialização: 68,1% das vendas no 2T25 vieram de unidades em construção, 24,7% de prontas e 7,2% de lançamentos. Os distratos somaram R$ 129,6 milhões (176 unidades; 60,3% Helbor). Foram entregues três projetos — Helbor My Way Guanabara, My Place Jardim Botânico – 1ª Fase e Helbor Jardins Por Artefacto — totalizando VGV líquido de R$ 399,2 milhões (63% Helbor), com 87% vendidos e 38% repassados no trimestre. Essa evolução de portfólio dialoga com a estratégia de ampliar controle e diversificar produtos, iniciada com a diversificação para o segmento de locação de curta temporada com o Stay Moema, fortalecendo o mix e a captura de demanda urbana qualificada.
Nas finanças, o Lucro Bruto foi de R$ 91,4 milhões, com Margem Bruta de 32,0% e Margem Bruta Ajustada de 45,5% (+2,0 p.p. a/a). O resultado financeiro líquido foi despesa de R$ 2,5 milhões, queda de 76,6% a/a, influenciada pelo pré-pagamento em 4/fev de R$ 200 milhões de CCB junto ao Bradesco, evidenciando disciplina de capital. A alavancagem (Dívida Líquida/PL) encerrou em 54,3%. Estoque a valor de mercado: R$ 2,241,9 bilhões (61,8% Helbor; 97,5% Sudeste). O landbank soma VGV bruto potencial de R$ 11,5 bilhões (70% Helbor). Em governança, o fortalecimento da comunicação com o mercado ganha relevância após a troca imediata do diretor financeiro e de RI em 7 de julho, com o acúmulo das funções como vice-presidente, em um momento de maior escrutínio.
Os repasses avançaram 9,8% a/a no 2T25 (R$ 423,4 milhões) e 20,7% a/a no 1S25 (R$ 900,6 milhões), mitigando oscilação de vendas no trimestre e sustentando geração de caixa operacional via bancos e permutas. A manutenção de margens, o maior controle nos projetos (100% no BRK by Helbor) e a concentração geográfica no Sudeste ancoram a tese de execução enquanto a companhia prepara a videoconferência de resultados em 13/08/2025. No plano de mercado, o desempenho operacional ajuda a dissociar fundamentos de ruídos de curto prazo, como a turbulência acionária de 8 de julho, com queda de 19,57%, reforçando a importância do contexto histórico para avaliar a continuidade da estratégia e a consistência dos números.







