A Brisanet (BRST3) reportou no 2T25 receita líquida de R$ 410,2 milhões (+18% a/a e +5% t/t), EBITDA de R$ 178,8 milhões (margem ajustada de 44%, +22,4% a/a) e lucro líquido de R$ 6,2 milhões, abaixo dos R$ 18,0 milhões do 2T24 em função do custo financeiro mais elevado. No 1S25, a companhia somou R$ 801,8 milhões em receita, R$ 26,7 milhões em lucro, gerou R$ 386,3 milhões em caixa operacional (106% do EBITDA do semestre) e investiu R$ 485,0 milhões com foco em 4G/5G. Este resultado consolida a virada para o móvel e a convergência fixo-móvel, dando continuidade à trajetória de expansão acelerada iniciada no 1º trimestre.
Operacionalmente, junho encerrou com 562.073 clientes móveis (4G/5G) em 282 cidades, com mais de 110 mil adições no trimestre; em julho, a base ganhou mais 43 mil e superou 605 mil. Na banda larga fixa, a empresa registrou 1.516.862 clientes (HC) e 7,134 milhões de HPs, com churn de 2,16% e ARPU B2C de R$ 88,35, enquanto FWA segue como complemento em áreas sem fibra. Apesar do ganho de escala, custos foram pressionados por depreciação e amortização, interconexão, energia e roaming; a PCLD atingiu R$ 23,1 milhões, com cobertura de inadimplência acima de 100% para atrasos superiores a 180 dias. A evolução comercial e de cobertura reflete a execução do plano de rede e a disciplina de funding observadas em 2025, apoiadas pela captação de R$ 195,3 milhões em debêntures para infraestrutura, que sustenta a aceleração do 5G e a presença em novos municípios.
A despeito do EBITDA mais forte, o resultado financeiro permaneceu negativo em R$ 46,9 milhões (receita financeira de R$ 31,7 milhões versus despesa de R$ 78,6 milhões), sob impacto dos juros, limitando o lucro. A alavancagem fechou em 2,44x Dívida Líquida/EBITDA UDM, com dívida líquida de R$ 1,662 bilhão, dívida bruta de R$ 2,0 bilhões e caixa de R$ 350,6 milhões. Entre os eventos subsequentes, o crédito outorgado de ICMS por ERB 5G no Piauí (até 104 sites até 2026) e o aumento de capital via capitalização de incentivos fiscais, sem emissão de ações, tendem a encurtar o payback das ativações móveis e preservar a estrutura de capital, mantendo o ritmo de investimentos sem diluição. A teleconferência de 13/8 deve detalhar monetização do ARPU móvel, churn e a expansão de cobertura no 2º semestre.







