Em julho de 2025, a B3 reportou volume médio diário (VMD) de derivativos de 9.218 mil contratos (-17,2% a/a; -20,1% m/m) e VMD em ações de R$ 21.186 milhões (-2,3% a/a; -16,5% m/m). Por classe: Juros em Reais 4.559 mil (-19,1%; -15,0%), Índices 2.836 mil (-8,4%; +1,7%), Câmbio 862 mil (-14,1%; -4,0%), Juros em Dólares 253 mil (-24,9%; -15,6%), Commodities 30 mil (+20,1%; +20,6%) e Futuro de Cripto 678 mil (-35,0%; -68,6%). A receita por contrato (RPC) em derivativos foi R$ 1,275 (+12,4% a/a; +10,2% m/m), com destaques para Juros em Reais a R$ 0,763 (+25,5% a/a), Índices a R$ 0,941 (+1,6% a/a; -8,9% m/m) e Cripto a R$ 0,463 (+112,0% a/a; +85,6% m/m).

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Diferentemente de junho, quando a B3 registrou crescimento explosivo de 223,6% nos derivativos de criptoativos, julho trouxe uma normalização de volumes, com queda expressiva em cripto (-68,6% m/m) e retração mais ampla nos demais grupos, à exceção de commodities e índices. Ainda assim, a elevação da RPC — com cripto avançando 85,6% m/m e juros em reais +25,5% a/a — sugere efeito de mix e precificação que amortecem a volatilidade. Esse comportamento reforça a resiliência do modelo de monetização da B3, que captura valor pelo ticket médio mesmo em meses de giro mais baixo no mercado à vista (giro de 115,9%) e capitalização média em retração.

Esse padrão é consistente com a tese de diversificação e novos produtos. No trimestre anterior, a companhia evidenciou crescimento de ticket em derivativos e estreou contratos futuros de Ethereum e Solana, conforme os resultados do 2T25 que destacaram o lançamento desses produtos e a expansão da receita por contrato. Assim, embora o VMD em ações de julho (R$ 21,186 bilhões) tenha ficado aquém da média do 2T25 (R$ 26,1 bilhões), o avanço da RPC indica que a B3 continua capturando valor nos segmentos de maior profundidade (juros e índices) e nos nichos de maior preço relativo (cripto), mitigando a ciclicidade de volumes e sustentando margens.

No balcão, as novas emissões somaram R$ 1.371 bilhões (+7,5% a/a; +1,8% m/m) e o estoque atingiu R$ 8.175 bilhões (+15,5% a/a). Em renda fixa e crédito listados, novas emissões chegaram a R$ 1.832 bilhões (+15,0% a/a; +6,1% m/m) com estoque de R$ 8.367 bilhões (+17,6% a/a). O Tesouro Direto alcançou R$ 174 bilhões (+24,8% a/a) e a base de investidores na depositária chegou a 5.364.108 CPFs (+4,2% a/a). Nesse contexto de profundidade crescente e maior uso de dados (639 mil veículos financiados nas soluções analíticas), ganha relevância a nova política de divulgação do Balcão B3 implementada em junho, que amplia transparência e sustenta a expansão estrutural do segmento, ao mesmo tempo em que a utilização do Balcão (22.675 participantes, +4,3% a/a) segue em alta.

Em síntese, julho marca um ajuste pós-pico observado em junho: volumes mais contidos, porém com monetização superior por contrato. O movimento dá continuidade à estratégia de diversificação e profundidade de ecossistema, na qual a B3 compensa meses de menor giro com RPC mais forte e ampliação de produtos e canais, preservando a trajetória de eficiência e resiliência operacional.

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