A B3 (B3SA3) reportou lucro líquido de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre de 2025, crescimento de 6,6% em relação ao mesmo período do ano passado. O lucro por ação subiu 13,4% para R$ 0,25, beneficiado pelos programas de recompra de ações da companhia. A receita total alcançou R$ 2,7 bilhões, alta de 0,7% versus 2T24, seguindo o cronograma oficial de divulgação anunciado em julho, que demonstrou a transparência e previsibilidade da bolsa em sua comunicação com o mercado.

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O desempenho resiliente da bolsa brasileira ocorreu mesmo em um cenário desafiador, com dois dias de negociação a menos no trimestre. A margem EBITDA recorrente ficou em 69,8%, demonstrando a eficiência operacional do modelo diversificado de negócios da B3.

No mercado de derivativos, o volume médio diário negociado totalizou 11,8 milhões de contratos, queda de 2,9% ante o 2T24, período que teve recorde histórico. Já a receita por contrato cresceu 3,0%. Destaque para o lançamento dos Futuros de Ethereum e Solana em junho, ampliando as opções de exposição a criptoativos em ambiente regulado. Este movimento consolida a estratégia de diversificação iniciada com o Bitcoin, que registrou crescimento explosivo de 223,6% no volume de derivativos de criptoativos em junho, evidenciando como os novos produtos se tornaram um dos principais motores de crescimento da companhia.

Em renda variável, o volume financeiro médio diário do mercado à vista foi de R$ 26,1 bilhões, alta de 9,2%. O crescimento foi impulsionado por ações (+6,5%), ETFs (+23,0%) e BDRs (+73,8%), refletindo as iniciativas da B3 para fortalecer a liquidez. O mercado de renda fixa e crédito mostrou expansão de 13,5% nas emissões e 17,9% no estoque.

A B3 distribuiu R$ 580 milhões aos acionistas no trimestre, sendo R$ 378 milhões em juros sobre capital próprio e R$ 202 milhões em recompras. O valor dos JCP confirmou o reajuste anunciado em junho para R$ 0,0728 por ação, demonstrando a política consistente de distribuição de resultados sustentada pela geração robusta de caixa. A companhia também se beneficiou de R$ 40,7 milhões em aproveitamento fiscal das incorporações de Neoway e Neurotech. Para os próximos trimestres, investidores devem acompanhar o impacto dos novos produtos cripto e as medidas do programa FÁCIL da CVM para facilitar o acesso de pequenas empresas ao mercado de capitais.

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