segunda-feira, 11 de agosto de 2025 — A NATURA COSMETICOS S.A. (NATU3) reportou lucro líquido de R$ 195,1 milhões no 2T-25. A receita líquida ficou em R$ 5,7 bilhões, baixa de 1,7% A/A em reais e alta de 5,5% em moeda constante, enquanto o EBITDA recorrente foi de R$ 796 milhões, com margem de 14,0%. A companhia reclassificou a Avon International (e a CARD) como ativo mantido para venda; o FCFF da Latam foi positivo, mas mais do que compensado pelo consumo de caixa da Avon International.

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Em base anual, o resultado reverte prejuízo de R$ -859 milhões no 2T-24, quando houve write-off não caixa de R$ -725 milhões. No trimestre, as operações descontinuadas somaram R$ -250 milhões, implicando lucro líquido das operações continuadas de R$ 445 milhões. A margem bruta atingiu 66,4% (+80 bps A/A) e as despesas corporativas caíram para R$ 44 milhões (-47% A/A).

Nas operações, a Natura Brasil cresceu 10,3% em receita no 2T-25; a marca Natura na Hispana avançou 17,8% em moeda constante. Já a Avon Brasil recuou 12,9% e a Avon Hispana caiu 13,6% A/A (‑20,5% ex‑Argentina). Casa & Estilo diminuiu 18,8% A/A, com maior impacto no México. As vendas digitais da marca Natura cresceram 39,8% A/A, e a rede no Brasil alcançou 152 lojas próprias e 870 franquias.

A companhia avançou na Onda 2 de integração: implementação concluída no México no 2T-25 e na Argentina em julho. O período teve write-offs temporários no CMV e pressão adicional por fretes urgentes no México devido a ajustes de demanda, efeito que pode manter alguma volatilidade, embora a margem bruta permaneça em níveis saudáveis.

No financeiro, a dívida líquida encerrou o 2T-25 em R$ 4,0 bilhões (vs. R$ 2,4 bilhões no 4T-24). A variação reflete a reclassificação de cerca de R$ 750 milhões do caixa da Avon para ativos mantidos para venda e o consumo de caixa de R$ 1,0 bilhão na Avon International, além de R$ 140 milhões com recompra de ações e R$ 299 milhões de resultados financeiros. No 1S-25, o fluxo de caixa livre das operações continuadas foi de R$ -9 milhões; o FCFF da firma somou R$ +290 milhões (Latam +R$ 408 milhões e Holding -R$ 118 milhões). As despesas financeiras líquidas ficaram positivas em R$ +23,7 milhões no trimestre.

Segundo a administração, "seguimos comprometidos em entregar expansão da margem EBITDA recorrente de 2025 em relação ao ano anterior, inclusive por meio de eficiências adicionais em custos". Os próximos passos incluem concluir as simplificações de TI da Onda 2, finalizar a transferência da fábrica de Interlagos para Cajamar e continuar a avaliação de alternativas estratégicas para a Avon International.

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