A Brava Energia (BRAV3) comunicou, em Fato Relevante desta segunda-feira, 11 de agosto de 2025, que o Conselho de Administração elegeu, de forma unânime em 8 de agosto, Richard Kovacs como novo Presidente do Conselho, após a renúncia de Harley Lorentz Scardoelli à presidência. Scardoelli permanece como membro do colegiado. A companhia agradeceu sua liderança no processo de criação da Brava e reiterou o compromisso de transparência com investidores, conforme assinado por Rodrigo Pizarro, CFO e DRI.
A mudança na presidência do Conselho ocorre em linha com a evolução recente da governança e da coordenação entre acionistas, e tende a combinar renovação de agenda com continuidade estratégica — já que o ex-presidente segue no board. Esse movimento dialoga com o acordo de acionistas que envolve 20,82% do capital e modernizou a governança, ao alinhar interesses de longo prazo e fortalecer a capacidade deliberativa em temas de alocação de capital, portfólio e ESG. Ao integrar uma liderança renovada com uma base acionária coordenada, a Brava reforça a previsibilidade das decisões estratégicas. A permanência de Scardoelli preserva memória institucional e reduz risco de execução em um ciclo de investimentos ainda relevante, especialmente nos ativos offshore.
No plano financeiro, a nova presidência do Conselho chega quando a empresa acelera a agenda de gestão de passivos e otimização do custo de capital, crucial para sustentar crescimento com disciplina. Dias antes da eleição, a Brava concluiu a liquidação antecipada dos recebíveis do FPSO Atlanta por US$ 260 milhões, como parte do programa de liability management, ampliando a flexibilidade para reduzir alavancagem e alongar perfil de dívida. Essa engenharia financeira — combinada a pré-pagamentos e à redução do custo médio via emissões recentes — melhora o WACC e fortalece a resiliência do balanço, criando espaço para decisões estratégicas do Conselho sobre capex, contratação e priorização de projetos sem comprometer a rentabilidade no curto prazo.
Operacionalmente, a troca de presidência ocorre após a consolidação de marcos-chave em Atlanta e com a próxima fase de crescimento no horizonte. Em julho, a companhia anunciou a conclusão da Fase 1 do desenvolvimento de Atlanta, com recorde de 90,9 mil boe/d e preparação para a Fase 2, que exigirá escrutínio de governança sobre cronograma, CAPEX e contratos críticos. Assim, a recomposição da liderança do Conselho tende a garantir coerência entre disciplina financeira e execução operacional, mantendo a trajetória de expansão com foco em geração de caixa e governança robusta.







