A Anima Educação (ANIM3) reportou lucro líquido ajustado de R$ 29 milhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 18,9% ante os R$ 25 milhões do mesmo período de 2024. Os resultados foram divulgados conforme cronograma anunciado em julho, consolidando números que já haviam gerado expectativa positiva no mercado. No acumulado do primeiro semestre, o lucro atingiu R$ 144 milhões, expansão de 11,8% em relação aos R$ 129 milhões registrados no 1S24.
O EBITDA ajustado ex-IFRS 16 cresceu 4,6% no trimestre, alcançando R$ 281 milhões com margem de 28,0%. No semestre, o indicador avançou 7,7% para R$ 642 milhões, com margem operacional de 31,4%, demonstrando a eficiência do modelo de negócios da companhia. O desempenho confirma as projeções otimistas que motivaram a movimentação atípica nas ações observada dias antes da divulgação, quando o papel saltou 6,09% em volume dobrado, sugerindo antecipação dos investidores aos números positivos.
A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,01 bilhão no 2T25, crescimento de 2,9% na comparação anual. O segmento Core, principal operação da empresa, registrou receita de R$ 533 milhões no trimestre e R$ 1,11 bilhão no semestre, com expansão de 1,0%. O Ensino Digital apresentou forte dinamismo com receitas de R$ 95 milhões no 2T25 (+18,0%) e R$ 172 milhões no semestre (+12,9%), mantendo a trajetória de crescimento que tem caracterizado esta vertical.
A Inspirali, braço de educação médica do grupo, manteve consistência operacional com receitas de R$ 378 milhões no trimestre (+3,4%) e margem operacional estável em 46,9%. A base total de alunos cresceu para 19,8 mil estudantes no 2T25, alta de 25,8% ante o mesmo período de 2024, reforçando o posicionamento estratégico da empresa no segmento médico.
A companhia reduziu sua alavancagem financeira para 2,66 vezes o EBITDA no final do 2T25, comparado a 2,76 vezes no 2T24, sinalizando fortalecimento da estrutura de capital. Esta melhoria na gestão financeira valida a confiança institucional demonstrada pela entrada do JP Morgan como acionista com 5% de participação, movimento que havia sinalizado otimismo sobre a trajetória de recuperação da companhia. Os investidores devem acompanhar a evolução dos indicadores operacionais no segundo semestre e possíveis impactos das mudanças regulatórias mencionadas pela administração.







