A Mitre Realty (MTRE3) reportou lucro líquido de R$ 10,4 milhões no segundo trimestre de 2025, recuo de 15,7% ante igual período de 2024. Apesar da queda no resultado, a incorporadora registrou expansão expressiva de 3,7 pontos percentuais na margem bruta ajustada, que atingiu 32,2%, sinalizando melhora na rentabilidade dos projetos decorrente do forte volume de entregas executado no período.
A receita operacional líquida totalizou R$ 257 milhões no trimestre, queda de 11,3% na comparação anual, reflexo da ausência de novos lançamentos no período. Em contrapartida, as vendas sobre oferta (VSO) acumuladas em 12 meses alcançaram 44%, confirmando exatamente o mesmo patamar registrado no balanço de vendas do primeiro semestre, quando a companhia já evidenciava velocidade comercial robusta e melhora consistente na absorção dos empreendimentos.
A companhia enfrentou desafios operacionais significativos no período, com atraso médio de 60 dias nas entregas devido à escassez de mão de obra especializada para serviços de acabamento. Esse fator impactou custos adicionais, mas foi compensado pela melhora no mix de vendas e pelos efeitos financeiros das 760 unidades entregues no segundo trimestre, equivalentes a R$ 761 milhões em VGV, cujos impactos agora se materializam nos demonstrativos. As despesas gerais e administrativas recuaram 26,6%, totalizando R$ 23,8 milhões, resultado de ganhos de produtividade.
Destaque para a venda da Villa Vista Trancoso por R$ 23,6 milhões, primeira entrega da marca Daslu, consolidando a estratégia da incorporadora no segmento de alto padrão. A empresa mantém landbank potencial de R$ 5,5 bilhões, crescimento de 24,1% no trimestre, garantindo aproximadamente três anos de lançamentos futuros.
Para o terceiro trimestre, está programado o lançamento do Haus Mitre Edition Moema, com VGV de aproximadamente R$ 490 milhões, conforme antecipado pela companhia em seu balanço operacional do primeiro semestre. A companhia anunciou distribuição adicional de R$ 12 milhões aos acionistas, totalizando R$ 54 milhões distribuídos em 2025, com dividend yield de 19,4% em 12 meses. O foco permanece na geração de caixa no segundo semestre, impulsionado pelas entregas previstas.







