A JSL (JSLG3) reportou nesta quarta-feira, 6 de agosto de 2025, receita bruta de R$ 2,8 bilhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 10,4% ante mesmo período de 2024. O EBITDA ajustado atingiu R$ 491,7 milhões, alta de 23% no comparativo anual, com margem expandindo 2,4 pontos percentuais para 21,6%. Já o lucro líquido foi de R$ 21,4 milhões, queda de 80% versus 2T24.

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O resultado operacional reflete a maturação de contratos fechados nos últimos trimestres e o projeto de redução de custos implementado pela companhia. Os números confirmam a solidez operacional que pode ter motivado a valorização atípica de 10,39% registrada em junho, quando a empresa desconhecia os catalisadores específicos da alta. Excluindo o transporte de grãos - decisão estratégica para melhorar rentabilidade -, o crescimento da receita nos demais setores foi de 13%. Os principais motores foram papel e celulose, varejo, alimentos e bebidas e automotivos.

A pressão no lucro líquido decorreu principalmente das despesas financeiras, com CDI médio mais elevado impactando em R$ 68,4 milhões comparado ao ano anterior. Esse efeito foi parcialmente compensado pela redução de 0,3 ponto percentual no spread médio da dívida após amortização de CRA com alto custo. A estratégia de contenção de custos se evidencia também na decisão de encerrar o contrato de Formador de Mercado com o BTG Pactual, anunciada em julho como parte da otimização de despesas operacionais. No período, a JSL fechou R$ 1,5 bilhão em novos contratos com prazo médio de 67 meses.

A alavancagem da companhia recuou para 3,2 vezes dívida líquida/EBITDA, redução de 0,1x ante 1T25. O capex líquido foi de apenas R$ 18 milhões no trimestre, queda de 88% versus 2T24, refletindo a estratégia de locação de ativos para novos contratos. Com 62% dos novos contratos em modelo asset light, a JSL mantém foco na eficiência de capital e desalavancagem gradual.

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