A WEG (WEGE3) anunciou investimento de aproximadamente R$ 160 milhões para verticalização e expansão da produção de motores elétricos em sua unidade de Linhares, no Espírito Santo. O projeto representa um movimento estratégico da companhia para aumentar o controle sobre sua cadeia produtiva e elevar a eficiência operacional, dando continuidade ao robusto plano de expansão evidenciado pelos R$ 583,4 milhões investidos em CAPEX no segundo trimestre, focados na modernização e expansão da capacidade produtiva no Brasil e México.
O investimento contempla principalmente a construção de um novo prédio industrial e a aquisição de equipamentos de última geração para fabricação de fios, etapa essencial no processo produtivo de motores elétricos. Com essa verticalização, a WEG passa a produzir internamente um componente crítico que anteriormente dependia de fornecedores externos, estratégia que se alinha ao movimento de diversificação do portfólio observado com a conclusão da aquisição da PPI-Multitask em julho, quando a empresa fortaleceu sua atuação em software e automação industrial.
A nova estrutura tem início de operação previsto para 2027, com plano de crescimento gradual da capacidade de produção de fios. O cronograma está alinhado à expansão projetada para a fabricação de motores elétricos da empresa nos próximos anos, sinalizando expectativa de crescimento sustentado na demanda. A capacidade de realizar investimentos desta magnitude reflete diretamente a solidez financeira demonstrada pelos resultados do primeiro trimestre, quando a empresa registrou lucro líquido de R$ 1,55 bilhão, crescimento de 16,4% que sustentou a distribuição de R$ 394,6 milhões em JCP aos acionistas.
Para investidores em WEGE3, o movimento reforça a estratégia de longo prazo da companhia em consolidar sua posição no mercado de motores elétricos através do maior controle da cadeia de suprimentos. A operação gradual a partir de 2027 deve ser acompanhada pelos acionistas como indicador da execução do plano estratégico da empresa, complementando a trajetória de crescimento sustentado evidenciada pelo desempenho robusto do segundo trimestre com receita de R$ 10,207 bilhões e margem líquida de 15,6%.







