A Construtora Tenda (TEND3) anunciou na quinta-feira, 31 de julho de 2025, a renúncia de Bernardo Werther de Araujo do cargo de membro independente do Conselho de Administração e do Comitê de Auditoria Estatutário. A saída foi motivada por questões pessoais e aceita pelo Conselho de Administração da construtora.
Araujo havia sido eleito para o Conselho na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária de 25 de abril de 2025 e designado para o Comitê de Auditoria na mesma data. Curiosamente, sua eleição ocorreu poucos dias após a divulgação do lucro recorde de R$ 85,5 milhões no 1T25, período que marcou a virada operacional da companhia e intensificou o interesse de investidores institucionais em sua governança corporativa. A empresa informou que optou por manter a vacância do cargo, uma vez que o número remanescente de membros ainda atende aos limites estabelecidos no Estatuto Social.
A decisão de não preencher imediatamente a vaga pode sinalizar uma estratégia da Tenda de aguardar o momento adequado para buscar um novo conselheiro independente, movimento que contrasta com o crescente interesse institucional observado na companhia. Recentemente, a construtora registrou a entrada do JP Morgan Securities como acionista relevante com participação de 5%, evidenciando que grandes players do mercado internacional têm acompanhado de perto as práticas de governança da empresa durante este período de forte performance operacional. Para investidores em TEND3, mudanças na composição do Conselho são relevantes por impactarem decisões estratégicas e práticas de governança corporativa.
A Construtora Tenda reforçou que manterá acionistas e mercado informados sobre eventuais desdobramentos, conforme determina a Resolução CVM nº 44. A empresa agradeceu a contribuição de Araujo durante sua participação nos órgãos de governança e desejou sucesso em seus projetos futuros. A manutenção da vacância temporária ocorre em um período de estabilidade institucional para a Tenda, que teve seu rating de crédito elevado pela S&P Global Ratings de 'brA-' para 'brA+' com perspectiva estável, reconhecimento que reforça a solidez das estruturas de governança mesmo durante esta transição no Conselho de Administração.







