A Trisul (TRIS3) registrou vendas líquidas de R$ 284,7 milhões no segundo trimestre de 2025, queda de 9,8% em relação aos R$ 315,4 milhões do mesmo período de 2024. As vendas brutas também recuaram 5,2%, totalizando R$ 318,3 milhões ante R$ 335,7 milhões no 2T24.
O principal desafio da construtora foi o aumento significativo nos distratos, que saltaram 65,5% na comparação anual, atingindo R$ 33,6 milhões. Paralelamente, os lançamentos desaceleraram drasticamente, com apenas R$ 51,1 milhões em VGV no trimestre, uma queda de 83,1% frente aos R$ 302 milhões lançados no 2T24. Esta performance contrasta com as expectativas da S&P Global Ratings, que elevou o rating da empresa em julho baseada na projeção de crescimento consistente nos lançamentos e vendas.
No trimestre, a Trisul lançou apenas o empreendimento Vila Boulevard Mooca – Fase 1, em parceria com a Plano & Plano, totalizando 338 unidades no programa Minha Casa Minha Vida. O projeto está estrategicamente localizado na Zona Leste de São Paulo, com foco em mobilidade urbana e conveniência.
Entre os pontos positivos, a empresa entregou o empreendimento The Collection Vila Madalena, com VGV de R$ 142 milhões distribuído em 311 unidades. O índice VSO (Vendas sobre Oferta) atingiu 15,3% no trimestre, ligeiramente superior aos 14,9% do 2T24. Os resultados do segundo trimestre representam uma inflexão em relação ao momentum positivo que levou a empresa a contratar a BTG Pactual como formadora de mercado para aumentar a liquidez de suas ações.
A Trisul mantém um landbank robusto de R$ 5,7 bilhões em junho de 2025, sendo R$ 3,6 bilhões em terrenos já no balanço e R$ 2,1 bilhões em prospecção. A companhia divulgará os resultados completos do segundo trimestre em 14 de agosto, após o fechamento do mercado.







