A Gafisa (GFSA3) prestou esclarecimentos à B3 sobre o requerimento de falência divulgado no jornal Valor Econômico, informando que a disputa judicial tem origem em uma cobrança de apenas R$ 68 mil por alegado atraso na entrega de um apartamento. A construtora ainda não foi citada no processo, que tramita na 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo.

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Em comunicado oficial, a empresa classificou o pedido de falência como "manobra de substituição do processo de cobrança" e afirmou que a medida "desrespeita de maneira categórica a própria legislação de falências". O baixo valor da disputa contrasta drasticamente com a robusta situação financeira atual da companhia, que registrou lucro líquido de R$ 21 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando crescimento de 1113% em relação ao mesmo período de 2024.

A Gafisa informou estar "engajada em negociação para acordo no processo judicial que originou o crédito em referência", apostando em uma solução extrajudicial. A empresa demonstra confiança na resolução negocial da questão, postura que se alinha com a estratégia de reestruturação de ativos que tem norteado as decisões corporativas recentes, incluindo o cancelamento do acordo com o FII MACAM Shopping envolvendo o Shopping Guadalupe por não se alinhar aos interesses estratégicos no momento atual de mercado.

Caso não consiga o acordo, a construtora garantiu que "oportunamente exercerá seu legítimo direito de defesa", especialmente contestando a adequação do pedido falimentar. Para investidores, o episódio representa mais um ruído operacional do que risco efetivo à continuidade da empresa, especialmente considerando que a Gafisa atraiu recentemente o interesse de investidores institucionais, como evidenciado pela entrada do JPMorgan como acionista relevante com 5,12% de participação em maio, demonstrando confiança do mercado na recuperação da companhia.

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