A Blau Farmacêutica (BLAU3) anunciou que decidiu não converter em participação societária o empréstimo conversível de €50 milhões concedido à Prothya Biosolutions e receberá o valor integral mais juros com a venda da empresa europeia para terceiros. A decisão foi comunicada em fato relevante divulgado na quarta-feira, 9 de julho de 2025.
O empréstimo conversível havia sido firmado em 30 de agosto de 2023 com a Prothya, empresa fracionadora de plasma humano com unidades na Holanda e Bélgica, responsável pela produção de medicamentos como imunoglobulina, albumina humana e complexo protrombínico. A Blau pretendia inicialmente converter o valor em participação acionária como investimento estratégico dentro da estratégia de expansão internacional que inclui investimentos bilionários em nova unidade produtiva.
Segundo o conselho de administração da Blau, a Prothya não apresentou os resultados operacionais esperados desde a concessão do empréstimo, condição contratual e estratégica para a eventual conversão. A empresa europeia está sendo vendida para um terceiro comprador, operação que depende de aprovações regulatórias e consultas aos conselhos de trabalhadores locais.
Como condição para o fechamento da venda, o comprador assumirá integralmente os passivos da Prothya e pagará à Blau o valor histórico de €50 milhões acrescido dos juros correspondentes até a data da liquidação. A farmacêutica destacou que os resultados da Prothya não são consolidados em seus balanços, tratando-se de investimento estratégico. Esta decisão demonstra a disciplina de capital da companhia, que mantém foco em retorno aos acionistas, como evidenciado na recente distribuição de R$ 45 milhões em JCP referentes ao primeiro trimestre de 2025.
A Blau manterá o mercado informado sobre o fechamento da operação de venda e o efetivo pagamento do empréstimo conversível. A recuperação integral do valor investido representa um desfecho positivo para a estratégia de expansão internacional da companhia farmacêutica brasileira, que contrasta com a solidez operacional demonstrada nos resultados do primeiro trimestre de 2025, quando registrou crescimento de 129% no lucro líquido, evidenciando que a empresa mantém rigor na seleção de investimentos internacionais enquanto preserva a robustez do negócio doméstico.







