A Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) anunciou na terça-feira a assinatura de memorando de entendimentos vinculante para aquisição de 100% do capital da Petro-Victory Energy Corp (PVE), operação que adiciona reservas certificadas com valor presente líquido de US$ 151 milhões. A transação representa um salto estratégico para a companhia, que expandirá sua presença de uma única bacia para três regiões produtoras relevantes no Brasil.

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O portfólio adquirido inclui 4 campos com concessões de produção (Andorinha, Alto Alegre, Trapiá e São João), 34 blocos exploratórios com mais de 2.396 km² de sísmica 3D já interpretada, além de participações em 12 campos da Brava Energia adquiridos em fevereiro. A operação concentra a maioria dos ativos na Bacia Potiguar, mesma região onde a AZTE3 já atua, garantindo sinergias operacionais imediatas.

Esta aquisição representa a consolidação estratégica de uma parceria que já vinha gerando resultados operacionais significativos. A empresa já operava em parceria com a Petro-Victory nos Polos Barrinha e Porto Carão, que em abril representavam 73 bb/d dos 94 boe/d atribuídos à companhia. Ao adquirir 100% da PVE, a AZTE3 passa de sócia minoritária (50%) para controladora total destes ativos estratégicos, eliminando a necessidade de aprovações conjuntas para decisões operacionais.

Os ativos da PVE na Bacia Potiguar somam 3,8 milhões de barris de óleo equivalente em reservas provadas mais prováveis (2P), sendo 1,7 milhões de barris em reservas provadas (1P), certificados por avaliadora qualificada. O valor presente líquido das reservas 1P atinge US$ 69 milhões, enquanto as reservas 2P alcançam US$ 151 milhões, considerando desconto de 10% ao ano.

A expansão geográfica inclui ainda o campo de São João no Maranhão, em parceria com a Eneva, que possui recursos contingentes estimados em 8,4 milhões de barris equivalentes de gás natural, com NPV de US$ 104 milhões. No Espírito Santo, a participação na Capixaba Energia adiciona 400 barris por dia de produção atual, com perspectiva de duplicação no curto prazo.

O timing da aquisição alinha-se perfeitamente com a capitalização de até R$ 150 milhões aprovada em junho, que destinou recursos especificamente para "expansão operacional" e "incremento de produção". A operação também beneficia-se das recentes conquistas regulatórias junto à ANP, incluindo a prorrogação da fase exploratória até agosto de 2026, que oferece maior flexibilidade para desenvolver os novos ativos adquiridos. A transação aguarda aprovação dos órgãos reguladores e conclusão das condições precedentes estabelecidas no memorando. A AZTE3 destacou que a operação fortalece sua posição como operadora relevante no setor de óleo e gás nacional, diversificando geograficamente seus ativos e criando múltiplas frentes de desenvolvimento, revitalização e exploração.

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