A Méliuz (CASH3) confirmou que nenhum acionista manifestou dissidência à alteração do estatuto social que permite à empresa investir em Bitcoin e outros títulos referenciados na criptomoeda. O prazo para manifestação de oposição encerrou em 27 de junho de 2025, sem qualquer contestação dos acionistas.
A mudança no artigo 4º do estatuto social representa um movimento estratégico da fintech de cashback para diversificar suas aplicações financeiras em meio ao crescimento do mercado de criptomoedas. Esta aprovação final consolida um processo iniciado em março de 2025, quando a empresa abriu período para exercício do direito de retirada pelos acionistas dissidentes que se opuseram à inclusão dos investimentos em Bitcoin no objeto social da companhia.
Segundo o comunicado assinado pelo diretor de Relações com Investidores Marcio Loures Penna, a administração da companhia renunciou à faculdade prevista no artigo 137, parágrafo 3º da Lei das S.A., o que significa que a alteração não precisará ser submetida a nova assembleia geral para ratificação.
A decisão consolida a posição da Méliuz como uma das primeiras empresas brasileiras de tecnologia financeira a formalizar investimentos em Bitcoin em seu estatuto social. A mudança estatutária pavimenta o caminho para a utilização dos R$ 180 milhões captados na oferta pública concluída em junho, quando a empresa emitiu 25,5 milhões de novas ações e aumentou seu capital social em quase 50% especificamente para fortalecer sua estratégia de investimentos na criptomoeda. Investidores devem acompanhar os próximos passos da companhia para implementar essa estratégia de diversificação de portfólio.







