A Fras-le (FRAS3) anunciou a intenção de protocolar na CVM pedido de oferta pública primária de 9,256 milhões de ações ordinárias, movimentação que pode captar entre R$ 250 milhões e R$ 600 milhões. A operação inclui ainda oferta secundária de até 11,11 milhões de papéis pelo acionista controlador Dramd Participações.

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Esta decisão representa a evolução da avaliação de oferta pública de R$ 300 milhões anunciada em maio, quando a companhia havia contratado BTG Pactual e Itaú BBA como assessores financeiros. Agora, com a adição do J.P. Morgan ao pool de coordenadores, a operação ganhou escala significativamente maior, podendo alcançar R$ 600 milhões caso seja exercida a totalidade das ações adicionais.

Com base no preço de referência de R$ 27,01 por ação - cotação de fechamento em 27 de junho -, a oferta base movimentaria R$ 250 milhões. Caso seja exercida a totalidade das ações adicionais, o montante pode alcançar R$ 600 milhões, representando uma das maiores captações da companhia gaúcha de autopeças.

O timing da operação reflete a estratégia de otimização da estrutura de capital após a alavancagem de 2,6x registrada no primeiro trimestre, resultado direto do investimento de R$ 2,2 bilhões na aquisição da Dacomsa. A captação no mercado de capitais permitirá à empresa reduzir seu endividamento enquanto mantém a capacidade de investimento em novas oportunidades de crescimento inorgânico.

A operação será coordenada pelo BTG Pactual, Itaú BBA e J.P. Morgan, trio que também atuará na colocação internacional junto a investidores qualificados nos Estados Unidos e demais países. A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais, excluindo pessoas físicas do processo.

Os acionistas atuais da Fras-le terão direito de prioridade para subscrever até 0,041630 ações para cada papel em carteira, proporção que considera a colocação integral das ações adicionais. O período de subscrição prioritária ocorrerá entre 1º e 8 de julho, com liquidação prevista para 15 de julho.

A confiança dos investidores na operação está fundamentada no crescimento de 49,9% na receita acumulada até maio, performance que coloca a empresa em trajetória sólida para superar suas projeções anuais. Este resultado consistente, aliado às sinergias já sendo capturadas com a Dacomsa, oferece visibilidade sobre a capacidade da companhia de gerar retornos sustentáveis sobre os recursos captados.

A aprovação da operação pelo Conselho de Administração ocorreu em 29 de junho, dentro do limite de capital autorizado da companhia. O preço final das ações será definido após procedimento de bookbuilding junto aos investidores institucionais. A Fras-le não informou a destinação específica dos recursos captados na operação.

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