A Equatorial Energia (EQTL3) informou nesta sexta-feira que não há qualquer definição, decisão ou documento vinculando a empresa à venda da Concessionária de Saneamento do Amapá (CSA) e ativos eólicos no Nordeste, após questionamento da CVM sobre notícia veiculada pelo Valor Econômico.
O esclarecimento ocorreu em resposta ao Ofício 123/2025 da CVM, que questionou a empresa sobre reportagem publicada em 28 de maio indicando que a operação estaria sendo conduzida pelo Bradesco BBI como parte de uma reestruturação mais ampla do portfólio da companhia.
A Equatorial destacou que "está constantemente avaliando oportunidades no mercado que podem representar otimizações do seu portfólio", mas ressaltou que "inexiste, até o momento, qualquer informação útil ou relevante a ser divulgada ao mercado" sobre a operação específica mencionada na mídia. Esta postura de análise contínua já resultou em movimentos concretos recentemente, como a venda dos ativos de transmissão por R$ 9,4 bilhões concretizada em abril, operação que a própria empresa definiu como encerramento de "um ciclo muito rentável de alocação de capital no segmento de transmissão".
A CVM havia alertado para multa cominatória de R$ 1.000 pelo não cumprimento da exigência de esclarecimento até 30 de maio, reforçando a obrigação de divulgar fatos relevantes conforme a Resolução CVM nº 44/21. A empresa reiterou seu compromisso de manter acionistas informados sobre assuntos relevantes conforme a legislação aplicável, alinhando-se com as medidas de transparência adotadas recentemente, incluindo a reorganização de seus veículos de publicação legal aprovada em março, que centralizou as divulgações oficiais no jornal O Imparcial com disponibilização simultânea online.







