A Camil Alimentos (CAML3) divulgou nesta sexta-feira (9) seu balanço financeiro referente ao quarto trimestre de 2024 (4T24) e ao ano fiscal completo, reportando um prejuízo líquido de R$25 milhões no trimestre, revertendo o lucro de R$107 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.

Apesar do resultado negativo no trimestre, a companhia registrou uma receita líquida de R$3 bilhões entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025, representando um crescimento de 11,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$193 milhões, uma queda de 23,6% na comparação anual, com margem EBITDA de 6,5%, redução de 3 pontos percentuais.

No acumulado de 2024, a Camil alcançou uma receita líquida recorde de R$12,3 bilhões, aumento de 9% em relação a 2023. O lucro líquido anual totalizou R$217 milhões, representando uma queda expressiva de 39,8% na comparação com o ano anterior. O EBITDA anual ficou praticamente estável, com leve recuo de 0,7%, totalizando R$907 milhões, enquanto a margem EBITDA fechou em 7,4%.

O volume de vendas da companhia no quarto trimestre cresceu 5,3%, atingindo 458 mil toneladas, impulsionado principalmente pelo segmento de Alto Valor no Brasil (massas, biscoitos, café e pescados), que apresentou crescimento de 17,7% no período. No acumulado do ano, porém, o volume total caiu 3,5%, totalizando 2,1 milhões de toneladas.

O relatório destaca ainda que o segmento de Alto Valor no Brasil registrou desempenho positivo no ano, com avanço de 10,7% no volume, enquanto a divisão Internacional (Uruguai, Chile, Peru e Equador) apresentou queda de 8,2% no mesmo período.

Em relação ao endividamento, a empresa encerrou 2024 com uma relação Dívida Líquida/EBITDA de 3,0x, praticamente estável em comparação ao índice de 2,9x registrado no final de 2023. A Camil informou também a conclusão de sua 14ª emissão de debêntures vinculada a CRA (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), no valor de R$650 milhões, finalizada em junho de 2024.

Entre as iniciativas ESG (ambientais, sociais e de governança), a empresa destacou seus projetos sociais, como a Escola de Negócios Grãos da Base e o programa Doce Futuro, além de ações ambientais como a geração de energia renovável a partir da casca de arroz. A Camil também informou sua permanência no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

Vale lembrar que a empresa descartou recentemente qualquer fato não divulgado que pudesse justificar oscilações significativas na cotação de suas ações, após questionamento da B3 sobre movimentações atípicas nos papéis da companhia.

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