A Brava Energia (BRAV3) anunciou nesta terça-feira, 25 de fevereiro de 2025, a assinatura de aditivos aos contratos para compra do petróleo cru produzido pela PetroReconcavo S.A. na Bacia Potiguar, localizada no Rio Grande do Norte, região onde a empresa vendeu recentemente 11 concessões como parte de sua estratégia de otimização de portfólio.
Segundo comunicado divulgado pela companhia, os novos termos têm duração de 24 meses, com vigência a partir de fevereiro de 2025, e estabelecem critérios atualizados de precificação e volumes para a aquisição do petróleo.
Entre as principais mudanças, os parâmetros de desconto fixo em relação ao brent serão majorados em aproximadamente 25% para o escoamento dutoviário e 32% para o modal rodoviário. Além disso, o critério de precificação passa a incluir uma parcela variável condicionada à flutuação dos spreads de querosene de aviação (QAV) e diesel para embarcações (MGO).
O acordo estabelece ainda um compromisso de entrega mínima por parte da PetroReconcavo, que deverá fornecer pelo menos 45% de sua produção total de óleo na região à Brava Energia, desde que esta atenda determinados critérios de performance.
Para fortalecer a parceria comercial, a Brava se comprometeu a viabilizar o recebimento de caminhões bi-trem em seu Ativo Industrial e a disponibilizar capacidade de estocagem mínima de 9.000m³ para a PetroReconcavo a partir do quarto trimestre de 2025. Em contrapartida, a PetroReconcavo realizará pagamentos mensais de investimento à Brava.
A negociação representa um movimento estratégico da Brava Energia para garantir fornecimento de matéria-prima para suas operações, especialmente considerando que o Complexo Potiguar enfrentou recentemente restrições de escoamento. Este acordo se soma a outros movimentos comerciais recentes da companhia, que também firmou contrato com a Trafigura para comercialização de óleo do campo de Atlanta.
O documento foi assinado por Rodrigo Pizarro, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da companhia, reforçando o compromisso da Brava em manter seus investidores e o mercado informados, seguindo as práticas de governança corporativa e em conformidade com a legislação vigente, em um momento em que a empresa atrai novos investidores institucionais relevantes para sua base acionária.







