A Hapvida (HAPV3) informou nesta quinta-feira (28/03) que precisou postergar a divulgação de suas demonstrações financeiras elaboradas de acordo com o IFRS 17 – CPC 50, novo padrão contábil que passou a vigorar em 1º de janeiro de 2023 para companhias abertas que subscrevem risco securitário.
Segundo a empresa, a adoção do IFRS 17 é complexa devido a inúmeros fatores, com destaque para a equalização de conceitos e dados envolvendo bilhões de registros sobre o histórico de utilização de cada um dos milhões de contratos vigentes. Essa complexidade foi acentuada pelo fato de a Hapvida ter realizado a maior consolidação do setor de saúde suplementar nos últimos anos, adquirindo mais de 50 entidades com diferentes bancos de dados.
Diante desse cenário, o processo de finalização das demonstrações financeiras no novo padrão foi afetado, motivo pelo qual a divulgação precisou ser adiada. A companhia informou que as demonstrações conforme o IFRS 17 serão divulgadas nas próximas semanas.
Por não terem sido elaboradas de acordo com o IFRS 17, as demonstrações financeiras divulgadas nesta quinta foram objeto de opinião adversa dos auditores independentes. A Hapvida esclareceu que, apesar de o IFRS 17 ser obrigatório pela CVM, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não adotou a nova norma.
A empresa realizará sua assembleia geral ordinária em 30 de abril, sem depender das demonstrações no novo padrão contábil. Uma nova assembleia será convocada posteriormente para deliberar sobre as demonstrações conforme o IFRS 17.







