A Viatris (VTRS) registrou prejuízo líquido de US$ 325,3 mi no 3º trimestre de 2026 (3T26), ante prejuízo de US$ 128,2 mi no 3T25. O prejuízo por ação (GAAP) foi de US$ 0,28, contra US$ 0,11 um ano antes. Segundo a empresa, o resultado foi impactado principalmente pelo aumento da provisão para imposto de renda, devido a perdas em jurisdições em que o benefício realizável é mínimo.
A receita total foi de US$ 3,75 bi (US$ 3.749,5 mi), praticamente estável ante os US$ 3.759,9 mi do 3T25. A empresa diz que novos produtos, o desempenho na América do Norte e as vendas na Grande China compensaram restrições de oferta na Europa e em mercados emergentes e maior concorrência em alguns produtos. A margem bruta GAAP foi de 38,4%, ante 36,5%.
O EBITDA ajustado (non-GAAP, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, com ajustes da empresa) foi de US$ 1,20 bi, alta de 4%. O lucro por ação ajustado (non-GAAP, exclui itens que a empresa considera não recorrentes) foi de US$ 0,71, alta de 6%. O caixa gerado pelas operações foi de US$ 899,4 mi, e o fluxo de caixa livre (non-GAAP) somou US$ 813,7 mi, alta de 24%.
A Viatris elevou os pontos médios da projeção para 2026: receita de US$ 14,7 bi a US$ 14,9 bi, EBITDA ajustado de US$ 4,45 bi a US$ 4,55 bi e lucro por ação ajustado de US$ 2,56 a US$ 2,63. A projeção exclui a aquisição planejada da Pacira BioSciences, de US$ 36,50 por ação em dinheiro (US$ 1,65 bi no total), com conclusão prevista até o fim de novembro de 2026.
Até 30 de setembro, a companhia devolveu cerca de US$ 717 mi a acionistas, sendo cerca de US$ 300 mi em recompra de ações. Restam cerca de US$ 700 mi no programa de buyback autorizado. A fábrica de Nashik (Índia) teve a produção suspensa em outubro, com retomada esperada no 1º trimestre de 2027, e a empresa estima impacto de cerca de US$ 100 mi na receita do 4º trimestre.







