No segundo trimestre de 2026 (2T26), o Grupo Casas Bahia (BHIA3) registrou prejuízo líquido de R$ 10,117 bilhões, frente a prejuízo de R$ 555 milhões no 2T25, impactado por efeitos contábeis não recorrentes de R$ 9,1 bilhões relacionados à Fase 2 do Plano de Transformação, sem efeito caixa no período. A receita líquida somou R$ 6,977 bilhões, alta de 1,6% em relação ao mesmo trimestre de 2025, enquanto o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado totalizou R$ 518 milhões, com margem de 7,4%.

Os itens não recorrentes incluíram baixas de ativos, despesas de reestruturação, contratos não performados e baixa de imposto de renda diferido, que, somados, afetaram o resultado líquido em R$ 9,1 bilhões. O prejuízo líquido ajustado, que exclui esses efeitos, foi de R$ 978 milhões no 2T26, ante prejuízo ajustado de R$ 555 milhões no 2T25. O lucro bruto atingiu R$ 2,293 bilhões, crescimento de 10,9% a/a, com margem bruta de 32,9%, 2,8 pontos percentuais acima do 2T25.

No trimestre, o fluxo de caixa livre da firma foi positivo em R$ 800 milhões, ante R$ 173 milhões no 2T25, apoiado principalmente pela variação de capital de giro de R$ 707 milhões, ligada à menor formação de estoques para o segundo semestre. Nos últimos 12 meses encerrados em junho de 2026, o fluxo de caixa livre da firma acumulado foi de R$ 4,0 bilhões, contra R$ 910 milhões nos 12 meses até o 2T25.

A companhia encerrou o 2T26 com saldo de liquidez, incluindo recebíveis, de R$ 2,9 bilhões. A dívida líquida ajustada, considerando fornecedor convênio, saldo de CDCI e FIDC, foi de R$ 1,202 bilhão, resultando em alavancagem de 0,5 vez a relação dívida líquida/EBITDA ajustado dos últimos 12 meses, estável em relação ao 1T26 e abaixo das 2,2 vezes observadas no 2T25. A dívida líquida recuou R$ 3,8 bilhões frente ao 2T25 e R$ 293 milhões em relação ao 1T26.

Nas operações, o GMV consolidado atingiu R$ 10,512 bilhões no 2T26, avanço de 0,5% sobre o 2T25, com foco em categorias core. O GMV 1P foi de R$ 8,911 bilhões (+2,0% a/a), com GMV de lojas físicas de R$ 6,084 bilhões, queda de 3,2%, e GMV 1P online de R$ 2,827 bilhões, crescimento de 15,3%. O GMV 3P somou R$ 1,601 bilhão, redução de 6,7% a/a, com receita estável em R$ 210 milhões e take rate de 13,1%, ante 12,5% no 2T25. A carteira do crediário atingiu R$ 6,3 bilhões, aumento de 5% na comparação anual, com taxa de atraso acima de 90 dias de 8,9% e perda sobre carteira de 4,3%.

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