Na terça-feira, 28 de julho de 2026, a Petrobras (PETR4) divulgou que sua produção total própria de óleo, LGN (Líquidos de Gás Natural) e gás natural atingiu recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no 2T26, alta de 14,1% em relação ao 2T25 e de 3,4% frente ao 1T26. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela maior eficiência operacional, pelo ramp-up dos FPSOs Maria Quitéria, Alexandre de Gusmão e P-78 no campo de Búzios, e pelo início de produção do FPSO P-79, também em Búzios, parcialmente compensados pelo declínio natural de campos maduros.
No pré-sal, a produção própria somou 2,78 milhões de boed no 2T26, novo recorde frente aos 2,66 milhões de boed do 1T26. Apenas a produção de óleo dessa camada foi de 2,299 milhões de barris por dia (mbpd), 5,0% acima do trimestre imediatamente anterior, com entrada em operação de cinco novos poços produtores na Bacia de Santos. A produção total operada da Petrobras alcançou 4,87 milhões de boed no período, também recorde, enquanto a produção de óleo na Bacia de Campos atingiu 559 mil barris por dia, a segunda maior desde o 4T23.
No segmento de refino, transporte e comercialização, o fator de utilização total (FUT) das refinarias atingiu recorde trimestral de 101,2% no 2T26, superando o recorde anterior de 101,1% de 2014. A carga de destilação total foi de 1.835 mbpd, 6,1% acima do 1T26, com participação de 93% de óleo nacional e 73% de óleo do pré-sal na carga processada. A produção total de derivados somou 1.918 mbpd, alta de 5,6% em relação ao 1T26 e de 10,9% ante o 2T25, com recordes trimestrais de 509 mbpd de diesel S10 e 109 mbpd de querosene de aviação (QAV), além de 424 mbpd de gasolina.
As vendas de derivados no mercado interno ficaram em 1.742 mbpd no 2T26, praticamente estáveis em relação ao 1T26, com aumento de 0,4% nas vendas de diesel para 742 mbpd e alta de 8,3% no GLP, que chegou a 223 mbpd. Já as vendas de gasolina recuaram 2,2%, para 404 mbpd, influenciadas pela maior competitividade do etanol hidratado, enquanto o QAV caiu 11,9%, para 111 mbpd, após demanda mais alta no trimestre anterior. No consolidado de vendas, considerando mercado interno e externo, o volume total atingiu 3.331 mbpd, avanço de 3,5% sobre o 2T25.
O aumento da produção de petróleo contribuiu para que as exportações líquidas da Petrobras alcançassem 1,075 milhão de barris por dia no 2T26, crescimento de 26,2% em relação ao 1T26, resultado de exportações de 1,231 milhão de barris por dia e importações de 156 mil barris por dia, o menor volume de óleo importado desde a pandemia, com 89 mbpd. No segmento de gás e energia, a venda de gás natural e para consumo interno foi de 45 milhões de m³ por dia, queda de 2,2% ante o 1T26, em razão de menor oferta de gás nacional, parcialmente compensada por maior uso de GNL regaseificado.







