A Eneva (ENEV3) aprovou um novo programa de recompra de ações em 2026, conforme fato relevante desta quinta-feira, 25 de junho de 2026. O Programa de Recompra 2026 prevê a aquisição de ações ordinárias de própria emissão para manutenção em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, com o objetivo de maximizar a geração de valor para o acionista por meio de administração eficiente da alocação de capital, considerando o potencial de rentabilidade de suas ações.
O novo programa permite a recompra de até 23.073.188 ações ordinárias, o que correspondia, em 24 de junho de 2026, a 1,19% do total de ações emitidas pela companhia e a aproximadamente 1,21% das ações em circulação. Na mesma data, havia 1.909.013.912 ações ordinárias em circulação e 24.025.024 ações ordinárias em tesouraria, equivalentes a cerca de 1,26% das ações em circulação.
As operações poderão ser realizadas em bolsa, na B3, a preço de mercado, ou por meio de contratos de derivativos (instrumentos financeiros cujo valor deriva do desempenho de outro ativo) referenciados em ações da companhia, com liquidação física ou financeira, firmados com instituições financeiras. Nos derivativos, a Eneva receberá a variação do preço das ações mais os proventos líquidos declarados durante a vigência dos contratos, pagando uma remuneração previamente definida sobre o volume contratado.
O prazo máximo para aquisições no âmbito do Programa de Recompra 2026 é de até 18 meses a partir da aprovação pelo conselho de administração, ou seja, até 24 de dezembro de 2027, cabendo à diretoria executiva definir as datas de execução. BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. e XP Investimentos Corretora de Títulos e Valores Mobiliários S.A. atuarão como instituições intermediárias.
A recompra de ações ficará limitada aos recursos disponíveis da companhia, conforme as últimas demonstrações financeiras divulgadas antes de cada operação. No trimestre encerrado em 31 de março de 2026, a Eneva registrava reservas de capital e de lucros, exceto reserva legal e de incentivo fiscal, de R$ 379.638.855,22. Segundo o conselho de administração, o Programa de Recompra 2026 não deve prejudicar o cumprimento de obrigações com credores nem comprometer o resultado financeiro, considerando o montante potencial a ser utilizado, o caixa e equivalentes não restritos e a expectativa de geração de caixa em 2026.







