A Copel (CPLE3) informou nesta terça-feira, 23 de junho de 2026, que a Aneel homologou, no âmbito da 6ª Revisão Tarifária Periódica, a nova estrutura de tarifas da Copel Distribuição, com efeito médio de 20,51% para os consumidores a partir de 24 de junho de 2026. O reajuste médio será de 21,87% para clientes em alta tensão e de 19,85% para clientes em baixa tensão, tendo como referência o ciclo tarifário de 2026.
A agência definiu em R$ 19,936,2 milhões (R$ 19,9 bi) o valor da Base de Remuneração Regulatória líquida (RAB), refletindo o reconhecimento dos investimentos prudentes realizados em ativos elétricos pela Copel Distribuição nos últimos cinco anos. A composição do reajuste considera atualização da Parcela B em 8,58%, atualização da Parcela A e componentes financeiros em 20,19% e diferimento tarifário de -8,26%, resultando no efeito médio de 20,51%.
A Parcela B, que reúne remuneração do capital, custos operacionais, custo anual de instalações móveis e imóveis (CAIMI), depreciação e outros itens, totaliza R$ 5.720,9 milhões no 6º ciclo. Nesse montante, a remuneração do capital passa de R$ 984,4 milhões no 5º ciclo (2021) para R$ 2.530,6 milhões no 6º ciclo (2026), a depreciação regulatória (QRR) sobe de R$ 438,2 milhões para R$ 1.004,6 milhões, os custos operacionais de R$ 1.464,2 milhões para R$ 2.238,3 milhões e o CAIMI de R$ 241,2 milhões para R$ 422,7 milhões, enquanto UD+ER+OR (Ultrapassagem de Demanda, Excedente Reativo e Outras Receitas) passa de -R$ 275,9 milhões para -R$ 475,3 milhões.
O Fator X, usado para refletir ganhos potenciais de produtividade, foi definido em 0,95%, considerando crescimento de mercado, variação de indicadores de qualidade técnicos e comerciais e trajetória dos custos operacionais. Já a Parcela A, que abrange encargos setoriais, custos de transmissão, geração de energia e receitas irrecuperáveis, soma R$ 12.224,4 milhões, sendo R$ 4.600,7 milhões em encargos setoriais, R$ 2.441,8 milhões em custos de transmissão, R$ 5.064,3 milhões em compra de energia e R$ 117,6 milhões em receitas irrecuperáveis.
Segundo a Copel, o processo de revisão tarifária será incluído na pauta da próxima reunião pública ordinária da Aneel para ratificação da decisão.







