A Energisa (ENGI3) comunicou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, para o ano de 2026, a revisão tarifária periódica da Energisa Minas Rio – Distribuidora de Energia (EMR), com efeito médio de 11,11% a ser percebido pelos consumidores a partir de 22 de junho de 2026. Os índices aprovados indicam aumento médio de 5,23% para consumidores de alta e média tensão e de 12,80% para baixa tensão, resultando em efeito médio total de 11,27% para a base de clientes da distribuidora.

No processo de revisão tarifária periódica, realizado a cada cinco anos, a Aneel recalcula os custos regulatórios gerenciáveis pela distribuidora (Parcela B), os custos não gerenciáveis (Parcela A) — que incluem energia comprada, transporte de energia e encargos setoriais — e os ajustes financeiros da Parcela A, atualizados com base na variação de preços dos últimos 12 meses.

A base de remuneração regulatória da EMR ficou definida em R$ 2.025.787 mil na forma bruta e R$ 1.363.661 mil na forma líquida. A Aneel também estabeleceu as parcelas do chamado Fator X, com componentes de produtividade (Pd) de 0,528%, trajetória de adequação de custos operacionais (T) de 2,446% e qualidade (Q) de 0,042%.

Entre os principais componentes do reposicionamento tarifário, a Parcela A soma R$ 904.442,39 mil, formada por encargos setoriais de R$ 285.013,14 mil, transporte de energia de R$ 157.271,85 mil, energia comprada de R$ 453.123,89 mil e receitas irrecuperáveis de R$ 9.033,50 mil. A Parcela B, que contempla custos operacionais de R$ 267.292,92 mil, remuneração do capital de R$ 175.693,96 mil, quota de reintegração regulatória de R$ 83.993,79 mil e custo anual das instalações móveis e imóveis (CAIMI) de R$ 50.010,54 mil, totaliza R$ 580.208,37 mil antes de ajustes e R$ 576.901,21 mil após aplicação do Fator X Pd de 0,53% e Fator X Q de 0,04%.

A receita requerida, resultante da soma da Parcela A com a Parcela B ajustada, é de R$ 1.481.343,60 mil. Após considerar ultrapassagem de demanda e excedente de reativo de R$ 5.782,53 mil, outras receitas de R$ 19.450,04 mil, parcela B deduzida de outras receitas de R$ 551.668,64 mil e componentes financeiros de R$ 3.533,62 mil, o efeito médio final definido para a revisão tarifária da EMR é de 11,11%. A Aneel também fixou limites de perdas regulatórias, com perda técnica sobre energia injetada de 8,11%, perda não técnica de 1,02%, perda total de 9,14% e perdas não técnicas no mercado de baixa tensão de 1,53%.

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