Na quarta-feira, 29 de julho de 2026, a Intelbras (INTB3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 158.302 mil no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 16,1% em relação ao 2T25 e de 3,4% frente ao 1T26. A receita líquida somou R$ 1.149.034 mil no 2T26, queda de 7,8% na comparação anual e alta de 3,5% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) alcançou R$ 168.880 mil no 2T26, aumento de 9,4% sobre o 2T25 e de 8,1% frente ao 1T26, com margem EBITDA de 14,7%, 2,3 pontos percentuais acima do 2T25 e 0,6 ponto acima do 1T26. A margem bruta chegou a 33,1%, avanço de 3,8 pontos percentuais na comparação anual e de 2,4 pontos percentuais na comparação trimestral, enquanto a margem líquida ficou em 13,8%, 2,8 pontos percentuais maior que no 2T25.
Segundo a companhia, a expansão da margem bruta foi apoiada pela precificação a custo de reposição e por menor impacto do AVP (CPC 12), com a margem bruta ex-AVP passando de 30,2% no 2T25 para 33,7% no 2T26. As despesas se mantiveram estáveis na comparação anual, contribuindo para o aumento da rentabilidade, e o retorno sobre o capital investido (ROIC) antes de impostos atingiu 18,8%, 5,2 pontos percentuais acima do 2T25 e 1,1 ponto percentual superior ao 1T26.
No desempenho por segmento, a receita operacional líquida de Segurança atingiu R$ 690.477 mil no 2T26, estável em relação ao 1T26 e 11,4% abaixo do 2T25, com a empresa destacando crescimento de 5,8% na comparação entre o primeiro semestre de 2026 e o mesmo período de 2025. Em TIC, a receita foi de R$ 283.473 mil, alta de 12,5% frente ao 1T26 e de 7,0% em relação ao 2T25, impulsionada principalmente por Cabeamento Estruturado. Em Energia, a receita somou R$ 175.084 mil, crescimento de 4,0% sobre o 1T26 e retração de 13,5% na comparação anual, refletindo o novo patamar de Energia Solar e maior relevância de nobreaks e carregadores veiculares no mix.
A Intelbras informou ainda evolução do caixa com amortizações de dívida previstas e manutenção de posição de caixa líquido considerada "robusta" no período, apoiada em melhoria contínua do capital de giro, principalmente no financiamento de estoques. O CAPEX avançou no trimestre, influenciado pela aquisição de terreno em Manaus e início das obras, com foco em expansão e sustentação operacional, enquanto a administração afirmou adotar postura de prudência diante do cenário macroeconômico e global, mantendo disciplina comercial e foco na qualidade da receita e na proximidade com os clientes.







