A Blau Farmacêutica (BLAU3) registrou lucro líquido de R$ 297 mi no ano de 2025, aumento de 39% em relação a 2024, mesmo com queda de 3% na receita líquida, que somou R$ 1,7 bi no período. Segundo a companhia, a combinação de maior eficiência operacional e mudança no mix de produtos ajudou a compensar a retração de vendas.
No ano, a margem bruta alcançou 40%, avanço de 2,60 pontos percentuais frente a 2024, enquanto a margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente ficou em 23%, alta de 0,50 ponto percentual. A empresa destacou que a melhora de margem ocorreu apesar da menor diluição de custos fixos decorrente da queda de receita.
A Blau voltou a encerrar o ano com posição de caixa superior à dívida, encerrando 2025 com alavancagem de -0,1 vez o EBITDA dos últimos 12 meses. O período também foi marcado pelo desinvestimento na Prothya e pelo fortalecimento da estrutura de capital para suportar investimentos considerados transformacionais, com recorde de aportes orgânicos em imobilizado e intangível.
Em 2025, a companhia obteve o Certificado de Boas Práticas de Fabricação (CBPF) da Anvisa para seu primeiro anticorpo monoclonal, o pembrolizumabe, descrito como o medicamento de maior faturamento no mundo. A Blau também ressaltou que a expansão de capacidade produtiva e o avanço em projetos de anticorpos monoclonais podem influenciar o mix de produtos e as margens nos próximos anos.
No ano, os proventos distribuídos, incluindo dividendos e JCP (Juros sobre Capital Próprio), somaram R$ 182 mi, crescimento de 192% em relação a 2024, configurando o maior valor de remuneração aos acionistas desde o IPO da companhia e envolvendo a primeira bonificação em ações de sua história.







