A Engie Brasil Energia (EGIE3) concluiu em 2026 a oferta pública de sua 16ª emissão de debêntures (títulos de dívida emitidos por empresas), totalizando R$ 2 bi. Foram emitidas 2 mi de debêntures simples, não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, com valor nominal unitário de R$ 1.000 na data de emissão de 25 de fevereiro de 2026.
Após o processo de emissão, foi definida remuneração com juros prefixados de 6,2474% ao ano, calculados sobre o valor nominal unitário atualizado, com base em 252 dias úteis, de forma exponencial e cumulativa pro rata temporis até a data de pagamento. A Fitch Ratings Brasil atribuiu classificação de risco nacional ‘AAA.br’ à emissão.
Segundo a companhia, todos os recursos captados com as debêntures serão destinados ao pagamento de gastos futuros e ao reembolso de gastos, despesas ou dívidas ligados a projetos de energia elétrica considerados prioritários. Esses projetos incluem geração por fontes renováveis, modernização de usinas hidrelétricas e investimentos em transmissão, conforme detalhado em anexo ao comunicado.
No Projeto Serra do Assuruá, complexo eólico com 846 MW de capacidade instalada, a Engie planeja destinar R$ 1 bi dos recursos da emissão, o que representa 16,4% dos R$ 6,1 bi estimados para o empreendimento. Outros projetos que receberão recursos são a modernização da Usina Hidrelétrica Salto Osório (R$ 30 mi), a ampliação da subestação de Ponta Grossa da Gralha Azul Transmissão (R$ 50 mi) e a adequação do Complexo Solar Fotovoltaico Paracatu (R$ 160 mi).
A emissão também apoiará a modernização da Usina Hidrelétrica Jaguara, com R$ 510 mi das debêntures, e o Projeto de Transmissão Graúna, que receberá R$ 250 mi. Em todos os casos, os valores serão usados para gastos futuros ou reembolso de despesas e dívidas incorridas em até 48 meses contados da divulgação do encerramento da oferta.







