Na quarta-feira, 11 de março de 2026, a Cogna Educação (COGN3) divulgou que registrou lucro líquido de R$ 220 mi no quarto trimestre de 2025 (4T25), ante R$ 925,8 mi no 4T24. No ano de 2025, o lucro líquido somou R$ 625,5 mi, comparado a R$ 879,9 mi em 2024.
No 4T25, a receita líquida da Cogna atingiu R$ 2,201 bi, crescimento de 1,9% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto no acumulado de 2025 chegou a R$ 7,017 bi, alta de 9,3% sobre 2024. O EBITDA recorrente (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 769,1 mi no trimestre e de R$ 2,299 bi no ano, avanço de 5,7% frente a 2024, com margem EBITDA recorrente de 34,9% no trimestre e 32,8% no ano, abaixo dos 33,9% de 2024.
A empresa informou que, no 4T25, a receita da unidade Saber foi impactada pelo adiamento, para o primeiro trimestre de 2026, de parte do faturamento do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), o que reduziu em aproximadamente R$ 166,6 mi a receita líquida de Saber e da Cogna e em cerca de R$ 52,3 mi o EBITDA recorrente do trimestre. Na Kroton, a comparação do 4T25 com o 4T24 é afetada pela reversão de provisão de contingências de R$ 35 mi feita no 4T24; desconsiderando esses efeitos em Saber e Kroton, a Cogna aponta que o EBITDA recorrente do 4T25 teria crescido cerca de 5,7%, em vez de recuar 5,3%.
A geração de caixa operacional após Capex (investimentos) foi de R$ 335,3 mi no 4T25 e de R$ 1,275 bi em 2025, aumento de 22,0% em relação ao ano anterior. A geração de caixa livre encerrou o trimestre em R$ 132,3 mi, ante R$ 199,4 mi no 4T24, e totalizou R$ 716,2 mi no ano, alta de 81,1% frente a 2024, descrita pela companhia como a maior desde 2017.
A dívida líquida da Cogna fechou o 4T25 em R$ 2,8 bi, redução de R$ 44,9 mi na comparação com o 4T24, e a alavancagem ficou em 1,21 vez o EBITDA, ante 1,35 vez um ano antes. Em abril de 2025, a empresa pagou R$ 120,8 mi em dividendos obrigatórios, executou programa de recompra de ações de R$ 59,8 mi, desembolsou R$ 421,7 mi na oferta para fechamento de capital da Vasta e captou R$ 1 bi em sua 15ª emissão de debêntures, com custo de CDI + 0,64% e prazo de três anos, usados para pré-pagar séries de emissões anteriores.







