Na quarta-feira, 11 de março de 2026, a Fras-le Mobility (FRAS3) divulgou projeção para o ano de 2026, estimando receita líquida consolidada entre R$ 5,6 bi e R$ 6,2 bi. A companhia também projeta receitas de mercado externo entre US$ 540 mi e US$ 570 mi, margem EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 17,5% a 20% e investimentos orgânicos de R$ 170 mi a R$ 210 mi.
Segundo a empresa, as estimativas consideram o cenário macroeconômico do Brasil e de países com os quais mantém relações comerciais, além de indicadores da indústria automotiva e da dinâmica de mercado nos segmentos em que atua. As projeções não incluem possíveis projetos de fusões e aquisições (M&A).
Para a receita líquida consolidada em 2026, a Fras-le menciona crescimento nas linhas de suspensão, direção e discos, bem como contratos com montadoras com início de produção previsto a partir do primeiro semestre de 2026, conforme cronogramas e condições contratuais. A companhia afirma que pretende preservar e fortalecer sua posição competitiva e buscar oportunidades comerciais relacionadas ao ambiente geopolítico e à concorrência.
Nas receitas de mercado externo, a empresa aponta, na região do acordo USMCA, incertezas geopolíticas e demanda mais fraca, com maior impacto na linha comercial e expectativa de retomada gradual a partir do segundo semestre. No México, vê potencial de sinergias com a Dacomsa, sujeito à integração e às condições de mercado. Na América Latina, prevê ampliação de portfólio e fortalecimento de marca, observando que a instabilidade econômica e política na Argentina pode afetar o ritmo de execução, enquanto na Europa planeja expansão de portfólio com foco em suspensão e direção.
Para a margem EBITDA em 2026, a Fras-le trabalha com preços de venda majoritariamente estáveis, com repasses pontuais vinculados à inflação quando aplicáveis, captura de sinergias na consolidação da cadeia de suprimentos no contexto da integração da Dacomsa e contribuições de iniciativas de eficiência operacional e produtividade. Os investimentos projetados envolvem manutenção e conservação do parque fabril e demais ativos, além de projetos de produtividade, automação e melhoria operacional. A companhia destaca que as projeções são válidas até sua concretização ou revisão e podem ser alteradas em função de mudanças nas premissas utilizadas.







