A Copel (CPLE3) registrou lucro líquido de R$ 1.066,6 mi no 4T25, alta de 85,4% em relação ao 4T24. No mesmo período, o lucro líquido recorrente somou R$ 682,6 mi e o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente foi de R$ 1.358,1 mi, avanço de 16,1% na comparação anual.
No consolidado de 2025, a companhia apurou EBITDA recorrente de R$ 5.533,8 mi, crescimento de 10,2% sobre 2024, e lucro líquido recorrente de R$ 2.105,7 mi, ligeira queda de 1,6% ante o ano anterior. O EBITDA total de 2025 atingiu R$ 6.526,9 mi, 18% acima de 2024, enquanto o lucro líquido reportado ficou em R$ 2.669,0 mi, aumento de 15,7%.
O resultado do 4T25 foi influenciado por eventos não recorrentes, como ressarcimento por curtailment (redução de geração por indisponibilidade externa ou requisito de confiabilidade) de R$ 273,4 mi, com impacto de R$ 265,7 mi no EBITDA, e ganhos com alienação de ativos e descruzamento societário. Desconsiderando itens não recorrentes e ajustes contábeis, o lucro recorrente cresceu 29,6% frente ao 4T24, impulsionado pelo maior EBITDA e menor carga tributária associada ao Juros sobre Capital Próprio (JCP).
A receita operacional líquida recorrente somou R$ 6.874,1 mi no 4T25, alta de 16,9% sobre os R$ 5.881,4 mi de um ano antes, com destaque para o aumento de R$ 669,9 mi no resultado de ativos e passivos financeiros setoriais (CVA) e de R$ 409,8 mi na receita de suprimento de energia elétrica. Os custos e despesas operacionais recorrentes totalizaram R$ 5.905,1 mi, avanço de 16,1%, puxados principalmente pelo maior gasto com energia elétrica comprada para revenda.
Em 31 de dezembro de 2025, a dívida líquida ajustada da Copel era de R$ 16.300,1 mi, resultando em alavancagem de 2,7 vezes a relação dívida líquida/EBITDA. No ano, a geração de caixa operacional líquida totalizou R$ 3,0 bi e os investimentos somaram R$ 3.592,5 mi, dos quais 82,4% na Copel Distribuição, que concluiu o programa Paraná Trifásico e alcançou 2.026.837 medidores inteligentes instalados.
Ao longo de 2025, a companhia concluiu o desinvestimento na UHE Baixo Iguaçu, com equity value de R$ 1,7 bi, finalizou o descruzamento de ativos com a Axia (anteriormente Eletrobras) e migrou para o segmento Novo Mercado da B3 em 22 de dezembro de 2025, com pagamento de prêmio de R$ 1,3 bi. No ano, a Copel distribuiu R$ 2,5 bi em proventos e, somado o prêmio da migração, o total repassado aos acionistas foi de R$ 3,8 bi, o que resultou em payout de 144,4% e rendimento de dividendos de 13,9%.







