A Iochpe-Maxion (MYPK3) registrou lucro líquido de R$ 98,3 mi no ano de 2025, queda de 62,8% em relação a 2024, quando havia lucrado R$ 264,7 mi, enquanto a receita operacional líquida somou R$ 15,37 bi, leve alta de 0,2% na mesma comparação. No quarto trimestre de 2025, a companhia teve prejuízo líquido de R$ 34,3 mi, frente a lucro de R$ 68,4 mi no 4T24, com receita de R$ 3,52 bi, recuo de 10% na base anual.
No 4T25, o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi de R$ 328,2 mi, com margem de 9,3%, queda de 13,2% ante o 4T24, enquanto o EBITDA recorrente, que exclui efeitos não recorrentes, ficou em R$ 337,9 mi, margem de 9,6%. Em 2025, o EBITDA totalizou R$ 1,49 bi, baixa de 2% frente a 2024, e o EBITDA recorrente atingiu R$ 1,54 bi, com margem de 10,1%, estável ano a ano.
O lucro operacional (EBIT) alcançou R$ 941,9 mi em 2025, retração de 7,7% em relação a 2024, influenciado por menores volumes no segmento de veículos comerciais na América do Norte e no Brasil e por despesas de reestruturação de R$ 51,1 mi no ano. O resultado financeiro foi negativo em R$ 578,3 mi em 2025, aumento de 32,8% na comparação anual, refletindo principalmente o maior custo de juros e menor receita financeira.
Ao fim de 2025, a dívida líquida consolidada foi de R$ 3,96 bi, alta de 8,8% em relação a dezembro de 2024, e a alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/EBITDA dos últimos 12 meses, atingiu 2,65 vezes, ante 2,39 vezes no 4T24. A posição de caixa somava R$ 1,6 bi, complementada por R$ 760 mi em linhas de crédito não sacadas, totalizando liquidez de R$ 2,36 bi.
Em 2025, a Iochpe-Maxion investiu R$ 554 mi, redução de 18,3% em relação a 2024, e declarou juros sobre capital próprio (JCP) no total líquido de R$ 42,2 mi, dos quais R$ 37,2 mi correspondem ao dividendo obrigatório do exercício; o pagamento dos JCP será realizado em 2 de abril de 2026. A companhia informou ainda que sua controlada Maxion Wheels Holding GmbH recebeu em janeiro de 2026 notificação da autoridade antitruste alemã em processo sobre regras concorrenciais, tratado como passivo contingente sem provisão registrada até o momento.







