A Gerdau (GGBR4) registrou EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 10,1 bi no ano de 2025, conforme apresentação de resultados divulgada nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. No mesmo período, o lucro líquido ajustado somou R$ 3,4 bi, queda de 21% em relação a 2024, reflexo das dinâmicas operacionais e financeiras da companhia.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 69,9 bi em 2025, alta de 4% frente aos R$ 67,0 bi de 2024. O desempenho na América do Norte apresentou crescimento do EBITDA ajustado de 18,5% entre 2024 e 2025, enquanto o segmento Brasil registrou recuo de 31,2% no mesmo comparativo, com América do Sul também em queda.
A empresa informou ainda que o fluxo de caixa livre foi de R$ 394 mi em 2025, com geração de R$ 1.411 mi no quarto trimestre de 2025. A alavancagem encerrou o ano em 0,76 vez, permanecendo abaixo do limite estabelecido na política financeira da Gerdau, e as baixas contábeis (impairment) totalizaram R$ 2,0 bi em ativos no Brasil, sem efeito caixa.
Os investimentos em CAPEX alcançaram R$ 6,1 bi em 2025, com previsão (guidance) de R$ 4,7 bi para 2026, valor 24% menor que o realizado em 2025. Entre os projetos em andamento, a empresa destacou a plataforma de mineração sustentável Miguel Burnier, com 91% de avanço físico e start-up prevista para o primeiro semestre de 2026, e a fase 1 da expansão de Midlothian, nos Estados Unidos, com início de operação programado para o segundo semestre de 2026.
Em retorno ao acionista, a Gerdau S.A. aprovou dividendos de R$ 197,5 mi referentes ao 4T25, equivalentes a R$ 0,10 por ação, e a Metalúrgica Gerdau S.A. deliberou R$ 66,2 mi, ou R$ 0,05 por ação, com pagamento a partir de 18 de março de 2026. A companhia concluiu o programa de recompra de ações de 2025, que envolveu cerca de 3,0% das ações em circulação da Gerdau S.A., e aprovou um novo programa de recompra para 2026 de até 56,4 milhões de ações.







