A Gerdau (GGBR4) divulgou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, que registrou no quarto trimestre de 2025 (4T25) um EBITDA ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 2,374 bi, queda de 13,3% em relação ao 3T25, e lucro líquido ajustado de R$ 670 mi, 38,5% inferior ao trimestre anterior. No período, a receita líquida somou R$ 16,974 bi e as vendas de aço atingiram 2,861 mi de toneladas, recuo de 7,3% frente ao 3T25, refletindo principalmente a sazonalidade no Brasil.
Na comparação com o 4T24, o EBITDA ajustado ficou 0,7% abaixo, enquanto o lucro líquido ajustado ficou praticamente estável, com alta de 0,5%. A receita líquida subiu 0,9% na mesma base de comparação e o volume de vendas de aço avançou 5,2%, impulsionado sobretudo pelo desempenho da América do Norte, que respondeu por 73% do EBITDA consolidado no trimestre.
No consolidado de 2025, a Gerdau apurou receita líquida de R$ 69,859 bi, alta de 4,2% em relação a 2024, e EBITDA ajustado de R$ 10,074 bi, queda de 7,1%. O lucro líquido ajustado no ano foi de R$ 3,382 bi, recuo de 21,1% frente a 2024. A alavancagem medida por dívida líquida/EBITDA ajustado encerrou 2025 em 0,76 vez, ante 0,48 vez no fim de 2024, com dívida bruta de R$ 14,182 bi e caixa de R$ 6,375 bi.
O fluxo de caixa livre atingiu R$ 1,411 bi no 4T25, apoiado por liberação de capital de giro de R$ 1,4 bi, acumulando R$ 2,88 bi em 2025. No período, os investimentos em CAPEX somaram R$ 6,1 bi, dos quais cerca de 77% no Brasil, incluindo a nova linha de laminação de bobinas a quente em Ouro Branco (MG) e a plataforma de Mineração Sustentável de Miguel Burnier, que chegou a 91% de avanço físico no 4T25. Para 2026, o plano de investimentos aprovado prevê R$ 4,7 bi em CAPEX, focado em manutenção e competitividade dos ativos.
Com base nos resultados do 4T25, a Gerdau aprovou dividendos de R$ 0,10 por ação, totalizando R$ 197,5 mi, com pagamento em 18 de março de 2026. Em 2025, a companhia destinou aproximadamente R$ 1,2 bi em dividendos e, somando recompras de ações, a remuneração total aos acionistas alcançou R$ 2,4 bi. A empresa concluiu o Programa de Recompra 2025, com aquisição de 64,5 mi de ações (cerca de 3% das ações em circulação), e aprovou um novo programa de recompra de até 55 mi de ações preferenciais e 1,4 mi de ações ordinárias, equivalente a cerca de 2,9% das ações em circulação, com prazo de até 18 meses.







