Na quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, a Unipar (UNIP3, UNIP5, UNIP6) informou que registrou lucro líquido de R$ 107 mi no 3T25. O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado recorrente somou R$ 266 mi, alta de 14% ante o 3T24, com margem de 20% (17% no 3T24). O trimestre foi marcado por ciclo petroquímico de baixa, queda de 5% na referência internacional do PVC e de 11% na soda cáustica em relação ao 2T25, pressão de importados e curtailment de 17% na autoprodução de energia.

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No 3T24, o lucro havia sido de R$ 119 mi. A receita líquida ajustada totalizou R$ 1,310 bi no 3T25 (R$ 1,313 bi no 2T25 e R$ 1,354 bi no 3T24). Nos 9M25, o EBITDA ajustado recorrente foi de R$ 927 mi, alta de 52% ante os 9M24, com margem de 23% (17% nos 9M24).

A posição de caixa em setembro de 2025 foi de R$ 1,7 bi e a alavancagem (dívida líquida/EBITDA) ficou em 1,12x, ante 0,77x no 3T24. O prazo médio da dívida era de 76 meses e a cobertura, de 47 meses, conforme o perfil de dívida apresentado.

Em investimentos, a companhia concluiu em dezembro de 2025 o phase-out tecnológico em Cubatão (SP), com cerca de 18% menor consumo de energia, redução de aproximadamente 150 t/ano de resíduos sólidos e de cerca de 70 mil t/ano nas emissões de gases de efeito estufa. Em Santo André (SP), prevê concluir no 1º tri de 2026 o projeto de PVC-Emulsão (+6 mil t/ano) e iniciar, no 2º semestre de 2026, o 8º eletrolisador (+28 mil t/ano de cloro, ~15% de aumento na produção local). No Brasil, 100% da energia que abastece as fábricas é de origem renovável, com capacidade de até 80% via autoprodução.

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