A Azevedo & Travassos Energia (AZTE3) encerrou dezembro de 2025 com produção média de 82 boe/d, acima de novembro (77 boe/d). A parcela atribuída à companhia foi de 66 boe/d. O gás natural avançou para 28 boe/d (ante 20 boe/d), impulsionado por maior demanda de distribuidores locais. No portfólio, o Polo Phoenix‑Potiguar liderou as contribuições, seguido por Barrinha, com destaque para o aumento de 16% dos campos operados pela Phoenix (média de 51 boe/d). No front regulatório, o IDEMA/RN aprovou as Licenças de Alteração para construção e montagem das instalações de medição fiscal nas Estações Coletoras de Barrinha e Porto Carão, com início das obras previsto para janeiro/26 — um passo que consolida o roteiro regulatório de novembro, quando a ANP liberou as obras de medição fiscal e as licenças do IDEMA eram esperadas para dezembro.

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Este desempenho reforça a trajetória de normalização operacional e ramp‑up puxado por gás. Diferentemente do observado nas paradas de outubro para adequações de segurança e gargalos logísticos em Periquito, dezembro combina demanda firme com capacidade técnica crescente, sustentada por intervenções e pelo uso de ativos como DK‑1, DK‑2 e compressão em Periquito. A evolução da Phoenix para 51 boe/d, após a entrada do RAG‑8 em Periquito Nordeste no fim do 4T, ajuda a estabilizar volumes e a reduzir a volatilidade associada a logística de escoamento, ao mesmo tempo em que prepara terreno para capturar integralmente os efeitos dos sistemas independentes de medição quando comissionados.

Estratégia e capital seguem alinhados: a aprovação ambiental viabiliza o cronograma de obras e aproxima a companhia da conversão da atribuição econômica em reconhecimento contábil integral nos polos do RN. A execução por marcos — licenças, obras e comissionamentos — conta com o reforço do acionista de referência para 21,05% em 5/12/2025, que ancorou o financiamento do capex crítico e reduziu o risco de execução na reta final regulatória. Com Barrinha e Porto Carão em adequações e a Brava conduzindo melhorias de segurança e conformidade com ANP e NBR, a narrativa corporativa mantém coerência: destravar medições fiscais, elevar previsibilidade operacional e traduzir o ganho de gás em receita, EBITDA e caixa ao longo de 2026.

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