Nesta sexta-feira, 19/12/2025, a Azevedo & Travassos Energia reportou produção média de 77 boe/d em novembro (61 boe/d atribuídos à companhia), superior a outubro (66 boe/d). O Polo Phoenix‑Potiguar liderou, seguido por Barrinha; o gás avançou para 20 boe/d (ante 12 boe/d). A entrada em produção do poço RAG‑8, em Periquito Nordeste, elevou a média da Phoenix para 44 boe/d (+19%), enquanto, no Polo Barrinha, a ANP autorizou a retomada de alguns poços de Fazenda Canaan (média de 33 bbl/d). Em paralelo, a Brava segue arcando com os custos de adequações e de atualização documental nas instalações. Diferentemente de outubro — quando paradas de instalações e gargalos logísticos comprimiram volumes — o mês de novembro sinaliza normalização gradual do parque produtivo, em linha com a produção de outubro (66 boe/d) e paradas para adequações exigidas pela ANP e restrições logísticas em Periquito.
No eixo regulatório, a ANP aprovou o início da construção e montagem das instalações de medição fiscal de óleo nas Estações Coletoras dos Polos Barrinha e Porto Carão. A liberação, pelo IDEMA/RN, das licenças de alteração é esperada para dezembro, permitindo o começo efetivo das obras. Este movimento dá continuidade ao roteiro já traçado no cronograma do 3T25, que previu o início, em novembro, das obras dos sistemas independentes de medição fiscal e o capex associado, conectando a frente de licenças à captura de produção. Ao lado dos investimentos em DK‑1, DK‑2 e compressão de gás em Periquito, a companhia cria a base técnica para acelerar intervenções, reduzir dependências logísticas e sustentar o ramp‑up quando os medidores estiverem comissionados.
Estrategicamente, as medições fiscais são o elo que transforma a atribuição econômica já existente em reconhecimento contábil integral após a cessão definitiva, destravando receita, EBITDA e caixa nos polos do RN. Por isso, o avanço observado em novembro e o gatilho regulatório pendente no IDEMA conectam‑se diretamente à prorrogação da B3 até 30/04/2026, condicionada ao fechamento regulatório e aos sistemas independentes de medição. Se as licenças saírem em dezembro e as obras iniciarem, a integração de Barrinha e Porto Carão tende a ganhar tração, com maior previsibilidade operacional e menor risco de interrupções — um passo crítico para consolidar a virada operacional refletida na retomada de poços e no ganho de gás.
Do lado societário‑financeiro, a execução por marcos — licenças, obras e comissionamentos — depende de uma base de referência estável. Nesse sentido, o reforço do capital de longo prazo com o aumento de participação para 21,05% em 5/12/2025 e a consolidação de um investidor de referência sustenta o ciclo de obras e a transição regulatória sem pressões desnecessárias de curto prazo. Em conjunto, a normalização operacional de novembro, o início das medições fiscais e a ancoragem acionária compõem uma narrativa coerente: reduzir riscos, converter marcos em capacidade produtiva e transformar volumes em resultados contábeis.






