Na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a PetroReconcavo informou a contratação de derivativos (SWAPS) para a 2ª série da 4ª emissão de debêntures, com objetivo de dolarização do passivo. O ajuste estabelece custo médio dolarizado de 5,15% ao ano e duration de 9 anos para essa série. Considerando também os derivativos já contratados para a 1ª série, a emissão como um todo passa a apresentar custo médio dolarizado de 4,91% ao ano e duration de 7,25 anos. O anúncio complementa a liquidação da 4ª emissão e a dolarização da 1ª série a 4,80% a.a. (29/12).

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Na prática, a calibragem de swaps consolida a estratégia de alongamento e previsibilidade do passivo que a companhia vem executando para sustentar o ciclo de investimentos do gás nos polos Bahia e Potiguar. Ao dolarizar o custo financeiro e estender prazos, a empresa reduz risco de refinanciamento, diminui a sensibilidade a indexadores domésticos e ancora o cronograma de CAPEX de repressurização, workovers e integração de midstream sob a Lei 12.431. Esse arranjo também preserva liquidez durante janelas de manutenção e maturação de projetos, favorecendo um perfil de caixa menos volátil. Essa linha foi formalizada na aprovação da 4ª emissão e o casamento do funding ao ciclo do gás, que definiu prazos de 7 e 10 anos e a destinação dos recursos ao projeto prioritário de gás.

O refinamento do custo via derivativos também se conecta às condições obtidas no mercado. As taxas das duas séries foram estabelecidas no processo de formação de preço, com benefício fiscal que reduz o custo efetivo após impostos e melhora a previsibilidade dos fluxos. A 2ª série, originalmente indexada ao IPCA, passa agora a espelhar a referência dolarizada por meio dos swaps, alinhando a estrutura de dívida ao perfil de receitas e à proteção já contratada para 2026. Esse encadeamento dá coerência ao bookbuilding da 4ª emissão que fixou as taxas das duas séries e reduz a dispersão entre indexadores dentro da mesma captação.

Por fim, a engenharia financeira avança em sintonia com a política de alocação de capital e retorno ao acionista, que busca suavizar saídas de caixa ao longo da execução do ciclo do gás. Ao combinar dívida alongada e custo dolarizado, a companhia preserva espaço para investir sem concentrar desembolsos em janelas críticas, reforçando a previsibilidade do caixa. Esse desenho se materializa no cronograma de pagamentos plurianual aprovado em dezembro, com a distribuição de R$ 300 milhões em dividendos escalonada para 2026–2028, que evita picos de desembolso enquanto os projetos de repressurização e integração de infraestrutura ganham tração.

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