Na segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, a Priner elegeu Taryn Silvestre como Diretor Financeiro e de Relações com Investidores, encerrando a fase de transição em que o CEO, Tulio Cintra, acumulava temporariamente as funções. Engenheiro pelo ITA e CFA, Taryn tem trajetória em investimento, alocação de capital e gestão de riscos. Este movimento consolida a profissionalização de governança e a ênfase em retorno sobre o capital, em linha com o Priner Update 2025, que projetou ROL de R$ 1,55 bi e ROIC de 12,3%. Ao separar papéis e reforçar a área de RI, a companhia sinaliza foco em transparência, planejamento financeiro e comunicação com o mercado para um ciclo de execução mais intenso em 2026; o comunicado é assinado pelo novo executivo, que assume a interlocução com investidores.

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A nomeação também dialoga com a evolução recente da base acionária e do pilar de governança. Em 19 de dezembro, houve a ampliação da participação dos fundos Absolute para 10,88%, interpretada como voto de confiança na trajetória de funding e execução construída no 2º semestre. Com um CFO/RI oriundo do buy-side e do sell-side, a Priner tende a aprofundar o engajamento com investidores institucionais, qualificar o debate sobre alocação de capital e dar previsibilidade à comunicação de metas por unidade de negócio. Essa continuidade — reforço de acionistas de longo prazo seguido do fortalecimento da liderança financeira e de RI — é típica de companhias que entram em fase de conversão de backlog e de busca por ROIC acima do custo de capital, reduzindo assimetria de informação e sustentando apetite por projetos de ciclo longo.

Do ponto de vista operacional, a chegada de Taryn ocorre na esteira de uma aceleração que exige disciplina de capital de giro, cobertura de riscos e métricas de retorno por contrato. A prévia operacional do 4T25, que mostrou R$ 1,27 bi em novos contratos, receita bruta de R$ 524,5 mi e avanço do efetivo, abre 2026 com carteira mais visível em O&G e mineração. Nesse contexto, um CFO com fluência em avaliação fundamentalista e gestão de riscos pode apoiar a captura de sinergias, a priorização de projetos com EVA positivo e a cadência de disclosure. Em síntese, a decisão encerra a fase de acumulação temporária de funções, dá continuidade ao roteiro estratégico e prepara a companhia para converter crescimento em rentabilidade.

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