Em 6 de janeiro de 2026, a Dexxos Participações informou que, em 05/01/2026, a Dezesseis Dezoito Gestão de Recursos, gestora do Gurguéia FIA BDR Nível 1, elevou sua posição em DEXP4 para acima de 15% e passou a deter 9,3% das ações ordinárias DEXP3. Segundo o comunicado, o fundo era titular de 1.000.000 ações preferenciais e 10.800.000 ações ordinárias, por meio de ações e/ou derivativos. A gestora declarou não buscar alteração do controle ou da estrutura administrativa e não possuir acordos de voto ou de compra e venda. Estratégicamente, o avanço de participação costuma refletir leitura de continuidade operacional e previsibilidade de remuneração, em um momento em que a base acionária foi ampliada e a liquidez reforçada pela organização do calendário de proventos ao fim de 2025, com dividendos intermediários e bonificação de 1 para 8 aprovados em dezembro de 2025.

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Este movimento dá continuidade à narrativa construída pela companhia: crescimento consistente, margens mais resilientes e estrutura de capital desalavancada, combinação que tende a atrair capital institucional de longo prazo. Para o investidor, a soma de geração de caixa com uma política clara de retorno — dividendo, recompras e bonificação — reduz assimetrias e ancora teses com horizonte multicíclos. Além disso, a agenda industrial da GPC e a competitividade tecnológica da Apolo criam um vetor de captura de mix e defesa de margens em fases menos favoráveis, aumentando a previsibilidade do resultado consolidado. Essa síntese foi organizada no material institucional do LTM 3T25, que conectou crescimento orgânico, disciplina financeira e pilar de retorno ao acionista, conforme a apresentação institucional que consolidou a expansão e a desalavancagem no LTM 3T25.

Do ponto de vista de risco, a decisão do fundo ocorre após marcos que reduziram incertezas e reforçaram governança e funding de longo prazo. Em novembro, uma auditoria forense independente supervisionada por comitê confirmou a ausência de irregularidades na comercialização de metanol na GPC, dissipando ruído relevante e melhorando a percepção de risco — premissa importante para o apetite de investidores qualificados, como o comunicado de hoje sugere, à luz da auditoria forense na GPC Química que afastou irregularidades. Com esse tema resolvido, a atenção volta à execução: ajustar volumes e preços na química, preservar competitividade no aço e sustentar o ciclo de investimentos com passivos de custo eficiente e prazo alongado. Nesse pilar financeiro, a Dexxos confirmou condições precedentes e a consequente liberação de recursos da linha com a FINEP para a Apolo, reforçando a estrutura de capital da operação de tubos e mantendo o cronograma de iniciativas tecnológicas e comerciais, via liberação da segunda tranche do financiamento da FINEP para a Apolo em 12/11/2025.

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